01 março 2012

Estás aqui para ser feliz

Excerto da minha crónica na revista Eles e Elas-Junho 2010

Era eu uma menina num dos seus primeiros trabalhos quando comecei a estagiar na revista Eles e Elas. Num mundo completamente novo para mim, tive, com as minhas inseguranças, de me aventurar e tentar dar o meu melhor. As ideias multiplicavam-se na minha cabeça e eu tentava pô-las em prática com a ajuda de toda a equipa da revista. A maioria deve-me ter achado uma menina mimada, que queria fazer as coisas como pensava e ponto final...

Mas havia uma pessoa que sempre me apoiou e sempre me incentivou...sendo muitas vezes meu cúmplice e lavando as matérias que queria fazer adiante, por mais loucas que fossem. O Zé Manel. As memorias e recordações são muitas, as correcções dos meus textos, a revelação das minhas fotos, os cafés nos bombeiros, as piadas nos eventos, os comentários cómicos às fotos. Mas há uma coisa que nunca me vou esquecer, era que para mim tinha sempre uma palavra agradável para dizer, um elogio, fazia-me sempre sentir a melhor do mundo e sei o saber foi contribuindo para moldar a minha maneira profissional de ser, deu-me confiança, segurança e auto-estima e isso não tem preço.

Zé Manel, sei que continua aqui perto de nós, a olhar pela Dra Luz e por todos os colaboradores da Revista Eles e Elas e sei que continua a olhar por mim e a sentir o carinho e orgulho que sempre demonstrou por mim.Sei que está a animar todos os anjinhos ai no céu com a sua maneira típica de ser.
Obrigada por ter feito parte da minha vida.

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples facto de terem cruzado o nosso caminho.

“Simplesmente porque cada pessoa que passa na nossa vida é única. Deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.”Saint-Exupery

Na Sexta feira Santa, tive um trabalho e nada fazia prever que íamos passar a Páscoa fora, mas quando cheguei a casa e eu e o Filipe nos deparámos com o facto das miúdas terem ido para as respectivas avós, decidimos ir para o Rio de Janeiro!!Reservámos a viagem nessa mesma noite e tínhamos que estar no dia seguinte no aeroporto às 8h da manhã para comprar o bilhete para seguirmos no voo das 11h Senão não íamos...tudo à última da hora como sempre, mas lá embarcámos e seguimos para o Rio.

Cidade maravilhosa, praia, passeios e petiscos fantásticos e nem o temporal que se abateu por lá nessa semana nos travou. Estávamos de férias, sem telemóveis e descontraídos. Que bom.

Convidei a Rita Ferro para ser minha madrinha em plena acção de trabalho!!!Não tenho jeito para grandes preparações e efusões e como quem diz, vamos receber o convidado tal, disse-lhe vais ser minha madrinha. Ela teve que se conter para não chorar porque estávamos no meio de várias pessoas...mas no dia seguinte ligou-me para irmos fazer um programa de madrinha e noiva.

Fomos a uma loja de Vestidos de Nova em Cascais. Experimentei quase a loja toda e nunca mais me vou esquecer da expressão da Rita quando sai dos provadores com o primeiro vestido...emocionada...e a dizer que eu estava linda...o problema é que disse isso a todos.. por isso sai de lá mais confusa que entrei...mas diverti-me muito e amei partilhar este primeiro momento de preparativos com a minha maninha/madrinha. Faz tanto sentido e é uma bênção tê-la na minha vida.

Chegou mais um dia da mãe e lá fui ao pequeno almoço no colégio delas. Tão bom...os desenhos...aquilo que escreveram para mim e sobre mim e orgulho e a sorte que eu tenho de ter filhas assim...tenho que destacar uma das frases que a Mónica me escreveu: ”Eu gosto da minha mãe porque ela me faz feliz...”.

A revista Flash pediu-me que fizesse uma produção para o dia da mãe com as 3 gordas, expliquei que a Joana está uma terrorista, não pára quieta e seria um massacre estar a obriga-la a fazer poses para as fotografias, a Vera quer é paz e sossego e não tem paciência nenhuma para essas coisas, mas a Mónica adora!

Fiz as fotografias sozinha com a Mónica...e ela estava feliz...comigo só para ela, a pentear-se, pintar-se, trocar de roupa, estava a sentir-se uma verdadeira princesa, os olhos dela brilhavam e eu completamente babada, a ver a minha filha mais velha compenetrada, atenta, interessada e a cumprir o seu papel de modelo por um dia na perfeição.

No dia 11 de Maio tivemos um dia em cheio...fomos logo de manhã à conservatória e já está tudo tratado para o casamento, já deve estar o edital afixado para quem se quiser opor...agora só falta dizermos o sim...

De seguida fomos ter com a Isabel(mãe do Filipe e minha futura sogra) e com o Luís(marido da Isabel e meu futuro sogro emprestado) ao palácio de Belém onde a Isabel trabalha e onde nos recebeu para vermos e recebermos a bênção do Papa. Em silêncio e com o meu amor ao lado ouvi as suas palavras e fui invadida por uma maravilhosa paz de espírito.

Seguiu-se S.Martinho...fomos os dois com a Isabel que tem sido incansável a todos os níveis, mais do que sogra tem sido uma amiga...com quem adoro falar, desabafar e com quem tenho tido o privilégio de contar para me ajudar com os preparativos do casamento. O seu carinho, entusiasmo e motivação emocionam-me porque fazem-me lembrar a minha mãe que vibrava com tudo o que dizia respeito à minha vida e ia até ao fim do mundo para me fazer as vontades. A minha felicidade era a sua felicidade. E sinto que com a Isabel se passa o mesmo, ela ver-nos felizes fá-la feliz também. E isso é a magia de ser mãe e eu sinto isso com as minhas 3 gordas também. A minha felicidade já não é só minha, só faz sentido se for delas também.

Estava um dia lindo em S.Martinho..tão bonito...fomos ver o Hotel Parque, como hipótese para o casamento. Foi o pisar de um local tão simbólico.. tão importante...tão cheio de recordações...tão perto dos meus pais...fechei os olhos por momentos e senti as pessoas à conversa, o barulho das bolas no ténis, o apoio das claques, a minha avó a jogar às cartas, as crianças a correrem, o meu Pai a receber as taças, a abertura da pista a dançar com o meu pai. Os meus pais, eu e o meu irmão juntos e felizes.

Hoje o Hotel parque é apenas um hotel fechado, com um jardim e uma fachada lindos à espera que alguém lhe dê vida. Vamos ver se vai ser com o nosso casamento...
Fui mais uma tarde experimentar vestidos de noiva, desta vez com o Pedro Leitão que também está completamente empenhado em ajudar nos preparativos!

Experimentei o primeiro...e único...o Pedro chorou como eu nunca tinha visto...mais uma vez senti o “luxo” de ter um amigo que não precisou de dizer nada. O olhar, a emoção disse tudo.

Há um anúncio da Coca-cola que acaba com uma frase que deveria ser um lema de vida, é qualquer coisa do género: Que há um antigo jogador, Roger Milla que não só mudou a maneira de celebrar os golos como mudou a maneira de celebrar a vida, ensinou-nos a viver.



E todos os outros anúncios da coca-cola são um hino à vida. Como o anúncio intitulado: Estas aqui para ser feliz” e que diz mais ou menos assim:
“Esta é uma história real. Nestes tempos difíceis juntamos o homem mais velho e o bebe mais novo. A três dias dos seu nascimento do bebe, um idoso com 102 anos põe-se a caminho para o conhecer e quando o vê diz-lhe: Sou um sortudo, sorte por ter nascido como tu, por poder abraçar a minha mulher, por ter conhecido os meus amigos, por me ter despedido deles, Por continuar aqui, perguntáres-me-ás qual a razão de te vir conhecer hoje, é que muitos te dirão que não se pode chegar ao mundo nos tempos que correm, tempos de crise, tudo isto irá tornar-te mais forte! eu vivi momentos piores do que este, mas no fim apenas te lembrarás das coisas boas, não te entretenhas com banalidades e luta pela tua felicidade porque o tempo corre muito depressa, vivi 102 anos e asseguro-te que a única coisa que não gostarás na vida é que te vai parecer demasiado curta. Estás aqui para ser feliz!!



Paralelamente a estes lemas e o pensamento já nas férias que estão a chegar faz-me andar mais calma...mais em paz...

Mar...praia...férias....dolce fare niente...uma expressão tão utilizada pelo meu Pai e à qual dou tanto valor agora....

O meu irmão já sabe que vai ter um rapaz, que se vai chamar José Eduardo. E pronto o ciclo completasse, os meus pais foram para o céu, mas logo trataram de nos arranjar primeiro o Filipe e a Maria e depois a Joana e o José Eduardo, é a sua continuação, a nossa, a da nossa família.

O Verão chegou e estamos empenhados em arranjar o nosso jardim, o Filipe é o nosso Bob o construtor e está a ficar lindo, ele vai arranjando e nós vamos aproveitanto o sol e a piscina...!

Com o casamento a aproximar-se, a programação das férias não tem sido fácil...uma semana em S.Martinho é uma certeza, apetece-me tanto, nesta altura pareço que volto a ser pequena e fico com um excitamento e um frio no estômago, só por saber que se aproxima a altura de ir para lá, só por saber que vou aproveitar todos os dias, todos os segundos, TUDO!

No dia 13 de Junho, dia de Santo António, meu querido santo casamenteiro e padroeiro de S.Martinho, juntámos a família num almoço cá em casa. E o Filipe fez o pedido oficial de casamento!!!Pediu a minha mão à Granny, Avô Zé e Avó Belinha, todos discursaram, todos nos emocionámos. Foi lindo. Até as miúdas combinaram sozinhas o que iam dizer ao mesmo tempo: ”queremos muito que a mãe e o Pai Filipe se casem porque nos fazem muito felizes todos os dias”, e não é preciso dizer mais nada...

Foram as festas de final do ano delas, mais uma vez as minhas lágrimas me escorriam e ainda escorreram mais depois das reuniões de pais de final de ano com os respectivos professores em que voltaram a dizer que elas para além de excelentes alunas são excelentes pessoas, crianças alegres e felizes. Deram-me os parabéns por isso também ser trabalho de casa, mas eu acho que as minhas filhas são lindas, porque são elas, porque são assim e são a minha felicidade, o meu orgulho, a minha vida.

E a data do casamento aproxima-se, entre trabalho, miúdas, lida da casa, aos poucos...muito poucos.. temos ido organizando as coisas...e como sentimos que precisávamos de tempo, o Filipe numa segunda feira acorda e diz assim: E se fossemos hoje de férias?

Confesso que ele já andava a dizer para marcarmos férias há algum tempo e eu fazia sempre a mesma ”fita” olhava para a agenda e ou tinha trabalho, ou as miúdas tinham alguma coisa importante, ou tínhamos algo marcado em família, enfim nunca dava e eu sou sempre a mesma coisa, se penso muito que as vou deixar, prefiro não ir...mas desta vez não tive hipóteses e para todos os argumentos que dava o Filipe tinha justificação e solução, em minutos arrumámos o saco e lá fomos rumo a Espanha...como em todas as outras viagens fui calada a viagem toda, a pensar nelas, como iam ficar, o que iam fazer, a sorte é que tenho um quase marido que já me conhece e que sabe como eu sou e que respeitou o meu silêncio. Chegámos a Marbella e pronto descontrai! Liguei para casa, ouvi as vozes delas, vi que estava tudo bem e ainda descontrai mais!

Foi tão bom! Namorámos, fomos à praia, a piscina, passeamos, fizemos compras, pequenos almoços, almoços, lanches e jantares magníficos, saboreamos cada minuto destes apenas 5 dias de férias e descontraímos tanto que nem dos preparativos do casamento falámos para não nos “cansarmos”!!Isto sim são hinos à vida! Porque estamos aqui para sermos felizes!

Mas viemos com as baterias recarregadas e com vontade para trabalhar, para os preparativos e muito mais!

Eu e a Joana fomos com o Filipe escolher o Fato do Casamento dele. Que príncipe que ele vai...também já escolhi os vestidos delas e que princesas que elas vão...

Andei a viajar no tempo, quando abri a caixa de jóias da minha mãe. Em cada peça que pegava lembrava-me de situações em que ela as usou...aquelas que lhe pedi emprestadas várias vezes... peguei na aliança de casamento da minha mãe, a aliança que o meu Pai lhe pôs no dedo no dia 17 de Maio de 1975...

Já pus de parte as que gostava de usar no dia do casamento, e é engraçado porque senti que ela escolheu comigo, como tenho sentido em todos os outros preparativos, todas as outras escolhas, mesmo coisas que já tinha posto de parte para usar ou levar, algo me fez voltar atrás e voltar a arrumar para não usar. Mesmo quando estava a fazer a lista de convidados, em que pus alguns amigos dos meus pais que gostava de ter presentes nesse dia, senti-os comigo a fazerem essa selecção.

“Faça o melhor que puder.
Seja o melhor que puder.
O resultado virá na mesma proporção de seu esforço.”
GANDHI

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Decisões

Excerto da minha crónica na revista Eles e Elas-Fevereiro 2010

E começou um novo ano.2010.Não sei porquê mas desde o inicio do ano que senti que este seria um ano de viragem. De desafios, de arriscar. E sinto-me inundada por uma força interior, com sede de inovação, com sede de novidades.

Tive um evento sobre tendências e eu própria me sinto tendenciosa, sinto-me querer pôr a mão no deixa andar da vida, querer mexer-me para viver a vida e não deixar que a vida passe por mim.

Por falar em tendenciosos, sempre me fez confusão as desilusões que sofremos na vida pessoal com certas pessoas que considerávamos amigas, mas que por uma razão ou por outra dançam a música que mais lhes der jeito mesmo que passem por cima dos outros, e se isto já é grave numa esfera pessoal, muito mais grave é aquilo que se esta a passar no nosso pais, onde se percebe que nem mesmo quem tem muito poder está a salvo, nem na esfera pessoal nem na profissional e o pior é ser na esfera publica aos olhos de todos, comprovado por todos.

Fazer planos para quê?contar com as coisas como garantidas para quê? Como se diz em Inglês “o take it for granted” não interessa para nada, as desilusões vão sempre ser maiores, porque o que o é hoje, pode não o ser amanha.

O mais racional a fazer nos dias que correm, por exemplo, em relação à amizade, é viver o dia a dia, aproveitar o dia com esse amigo ou amiga, tirar todo esse proveito, independentemente dessa amizade acabar amanhã, os bons tempos que se partilhou já ninguém nos tira.

Se fizermos planos, se tivermos grandes expectativas, se desconfiarmos de tudo, não aproveitamos nem o presente, nem o futuro.

Se não defraudarmos os nossos valores e princípios acho que o importante é pormos de lado certos fundamentalismos, certas regras, para darmos espaço a novas experiencias, novos desafios, surpreendermo-nos a nos próprios com coisas que sempre pusemos de lado por termos ideias pré-formadas, preconceitos ou o que for, será que não estamos a perder nada?

Aquilo que não nos agrada pomos para trás das costas ou fazemos alguma coisa para mudar isso, de barcos cruzados é que não, a sensação de frustração não nos vai abandonar nunca.

Viver a vida é para alem de aceitar aquilo que a vida nos põe à frente, é enfrentarmos as coisas boas e más, é procurar mais, é não ficar acomodado, é escavar, é surpreendermo-nos a nos próprios e aos outros, é reinventarmo-nos sempre que necessário e eu comecei 2010 com esse sentimento: reinvenção.

Tinha acabado o ano um bocadinho desmotivada pela banalização em que os eventos estavam a entrar. O chapa 5, de vip’s e imprensa não estava a chegar para alimentar a minha motivação, a minha energia, a minha força, a minha cabeça estava a mil com novos projectos para pôr em pratica e comecei a fazer uma lista de contactos a fazer para que se desencadeasse um processo de mudança a nível das acções que me pediam. Mas parar é morrer e independentemente de estar a pôr outras coisas em pratica, os eventos não páram a minha espera.

Nesta reinvenção decidi cuidar mais de mim, deixar de querer ser a super mulher, a super empresaria, sempre de sorriso na cara, sempre disponível para tudo e para todos menos para mim.

Sempre achei que era uma perda de tempo, as idas ao cabeleireiro, as idas às massagens, que a prioridade das prioridades era estar com as minhas filhas, estar com o meu marido, estar a despachar algo importante no trabalho ou em casa.

Tenho que dar o braço a torcer. Não é uma perda de tempo. Tempo para nós, para fazer algo que nos faça sentir bem connosco próprias nunca pode ser uma perda de tempo, é um ganho, para nós e para todos os que nos rodeiam.

Porque há uma coisa que também tenho vindo a aperceber-me, sem eu estar feliz não vou conseguir fazer ninguém a minha volta feliz. Posso estar sempre com o maior sorriso na cara, porque estou a fazer o que é suposto, mas será que os meus olhos também transmitiam isso?

Quando as coisas se tornam em rotinas, em obrigações, em o que é suposto, porque sempre foi assim e ponto final, o que é isso? se deixamos de fazer algumas coisas como sempre fizemos, vamos gerar surpresa e porquê? porque todos estão habituados a que assim seja, porque os habituamos a isso.

Relativamente ao trabalho, acontece o mesmo, se sempre habituámos quem trabalha connosco a fazermos de determinada maneira, se inclusive nos especializamos nisso, não podemos levar a mal, que nos contratem especificamente para isso e não para outra coisa diferente que nos lembrámos de fazer de repente.

Se nos estamos sempre a rir, não nos é permitido estar sérios, se estamos sempre a dançar, não nos é permitido estarmos parados. Tudo o que sai da normalidade surpreende e porquê? porque a maioria de nós toma tudo como garantido, dia após dia.

O perigo de querer ser a super mulher, de achar que consigo agarrar o mundo com as mãos, é viver à pressa, é deixar que a vida passe por mim e não a viver. Fazer tudo como é suposto, como se fossemos robôs, máquinas. Podemos chegar a todo o lado, mas não aproveitamos correctamente nenhum bocadinho.

Sei que muitas vezes é preciso maturidade, serenidade para chegarmos a este ponto. A um ponto de paz e que sem receios queremos mudar alguma coisa.

Eu decidi ter mais tempo para as minhas filhas, ter mais tempo para o meu marido, ter mais tempo para a minha família e para os meus amigos. Decidi ter mais tempo para aproveitar a minha casa, decidi gerir o meu trabalho com outra sabedoria, gastando tempo e energia naquilo que dá frutos e deixando de lado o que só nos desgasta e não leva a lado nenhum.

Acho que o complicado é chegarmos à tomada de decisão. Em relação a tudo...
Grande parte das decisões definem o percurso da carreira profissional e a qualidade da vida pessoal, no entanto, são poucas as pessoas que possuem, ou adquirem, a capacidade de tomar qualquer decisão num abrir e fechar de olhos.

Temos que deixar que a nossa experiência e o nosso instinto falem por si.

“A sabedoria da velhice é essa: saber trocar as vitórias imediatas pelas conquistas duradouras”.
Escolher um caminho significa abandonar outros - querer percorrer todos os caminhos possíveis é acabar por não percorrer nenhum.

O escritor Paulo Coelho tem 3 frases maravilhosas que refletem tudo isso:
“Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes.O instante mágico é o momento que um SIM ou um NÃO pode mudar toda a nossa existência.”

“Se escuta o seu coração, uma pessoa se deslumbra ante o mistério da vida, está aberta aos milagres e sente alegria e entusiasmo pelo que faz.”

“As decisões são apenas o começo de alguma coisa.Quando alguém toma uma decisão, na verdade, está mergulhado numa correnteza poderosa, que leva a pessoa para um lugar que jamais havia sonhado na hora de decidir”.

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Anjos

Excerto da minha crónica na Revista Eles E Elas-Natal 2009

No Natal parece que tudo faz sentido. Parece que tudo é paz, amor e felicidade. Aproximamo-nos uns dos outros, a nossa fé ganha outro sentido e comemoramos o nascimento do menino Jesus.

E é do nascimento que gostava de falar nesta crónica de Natal. Dei por mim no outro dia a voltar atrás, a lembrar-me de todas as sensações que tive quando soube que estava à espera de cada uma das minhas filhas.

Os sintomas, o teste de gravidez, o segredo, a certeza, a primeira ecografia, ouvir o primeiro bater do coração, contar às pessoas, ser invadida por um sentimento de felicidade, de invencibilidade que não tem igual, em que o mundo pára e somos só nós, nós e o bebe que está dentro da nossa barriga.

Emociono-me sempre que penso nisso, sempre que me vêem à cabeça estas memorias e cada vez que olho para elas, para as minhas 3 meninas, que crescem todos os dias e que são a luz da minha vida.

O meu Natal faz sentido por elas. Passar-lhes a magia desta época, que na sua ingenuidade e pureza de crianças ainda é mais especial, é como se entrássemos na terra do faz de conta. Onde tento que as luzes, as decorações, o pai natal, as cartas dos presentes as façam sorrir ainda mais, sonhar ainda mais. Onde tento contar-lhes ano após ano a história do nascimento do menino Jesus, e recordar o nascimento delas, que são o meu menino Jesus, são os meus anjinhos. E tento passar-lhes tudo o que os meus pais me passaram, Natal atrás de Natal. Recordações tão boas, memorias tão especiais e que me fazem tanta falta...

Por falar em anjos e eu tenho GRANDES ANJOS no céu a olharem por mim decidi ir saber quem são os anjos protectores da nossa casa. O meu, das 3 gordas e do meu marido.

O meu é o Anjo HAAIAH
Este anjo ajuda a ganhar ou fazer os processos e julgamentos favoráveis à sua causa, ajuda o homem a contemplar as coisas e os actos divinos. Domina a política, os diplomatas, os embaixadores e influencia os jornalistas.
Quem nasce sob esta influência, é justo, benevolente, gosta de afectos sólidos, tem apreço pelas soluções lógicas e é dotado de compaixão e equilíbrio. Sabe que as leis terrenas podem e devem ser mudadas. Respeita as leis do Universo, pois estas nunca podem ser transgredidas e considera a palavra destino, como sinônimo de mudança e renovação. Trabalha incansavelmente em busca de conhecimento, para edificar seus ideais. Gosta de viajar e se adapta facilmente ao clima, às pessoas e ao idioma. Graças a sua personalidade marcante e à beleza de seu caráter, terá acesso às mais altas esferas sociais e governamentais. Mensageiro da paz, será um colaborador consciente da providência divina, com uma missão transcendental. Será um instaurador da ordem divina, um chefe secreto da alta magia branca .

O Anjo da Vera é o SEALIAH
Este anjo ajuda a confundir as pessoas orgulhosas ou maldosas que oprimem os mais humildes. Levanta a boa vontade e esperança dos desanimados. Domina a vegetação e tudo que tem vida e respira. Influencia os elementares que cuidam e protegem a natureza.
Quem nasce sob esta influência será ligado a detalhes e sua casa poderá ser decorada com miniaturas, estatuetas ou quadros pequenos de muito bom gosto. Seu jardim terá vegetação abundante, abrigando pequenos animais. Terá sempre dinheiro para suas necessidades e a palavra crise não existirá em seu vocabulário. Dotado de cultura prodigiosa, compartilhará seus conhecimentos e experiências, com aqueles que tenham ideais semelhantes aos seus. Descobrindo sua verdade espiritual, conseguirá produzir modificações impressionantes em seu bairro ou comunidade. Estudará as Sagradas Escrituras e descobrirá as verdadeiras leis de Jesus. Possui dom para fazer revelações misteriosas, através dos oráculos, sonhos ou premonições. Pela grandeza de suas obras terrenas, conseguirá aumentar sua luz e o vínculo com os anjos cósmicos. Seu papel na Terra, será ensinar a sociedade a descobrir que a potência angelical situa-se num plano de luz que nos é permitido conhecer. Está encarregado de "ressuscitar" o Cristo que existe em cada um de nós.

O Anjo da Mónica é o IMAMAIAH
Este anjo ajuda a destruir a força dos inimigos, das pessoas que só pensam em humilhar os mais fracos e auxilia todos que pedem socorro a Ele para obter liberdade. Protege as viagens em geral e todos os que estão desolados e solitários. Influencia todas as coisas que são baseadas na bondade e os ganhos monetários provenientes do trabalho honesto.
Quem nasce sob esta influência terá um temperamento vigoroso e forte, suportando qualquer adversidade com benevolência, paciência e coragem. Não tem medo do trabalho, mas sim grande inspiração para executá-lo. Sabe manusear qualquer objecto e fazer obras de grande beleza. Se for mulher poderá ser uma óptima decoradora, conseguindo captar com sua intuição os pontos fortes no lar, utilizando através do conhecimento dos símbolos mágicos, diferentes energias que irão salvaguardar sua casa das influências negativas. Respeita as pessoas com moral, inteligência e sentimentos, pois sabe que estes valores enobrecem a alma e constroiem uma boa existência na Terra. Está sempre se integrando aos assuntos sociais ou políticos e inspira muita confiança nas outras pessoas. Terá facilidades financeiras e materiais para realizar-se e projectar-se, inclusive internacionalmente. Aprendendo com os erros cometidos, estará sempre ensinando às pessoas a forma certa de agir - é o especialista em "consertar o que não tem mais jeito". Nunca se deixa levar pelo instinto, pensando sempre antes de agir. Optimista, expansivo e prudente, pode confiar em sua boa estrela e na protecção de seu anjo guardião.

O Anjo da Joana e do Filipe é o mesmo...é o DAMABIAH
Este anjo favorece contra os sortilégios ou presságios negativos, ajuda na obtenção do triunfo e faz com que os empreendimentos tenham resultados úteis. Favorece as pessoas que trabalham em cidades litorais e as expedições marítimas para pesquisas. Influencia os marinheiros, os pilotos e todo o tipo de comércio que tem como fonte o mar.
Quem nasce sob esta influência terá uma fortuna considerável e se destacará no meio em que vive pelas descobertas úteis. Pensa que somente poderá aprimorar-se na vida, experimentando a totalidade. Poderá ser chamado de aventureiro por viver a vida de forma profunda. Desta forma, do seu jeito, obterá a graça do seu anjo guardião. Generoso, nobre, possuidor de um espírito elevadíssimo, terá enorme possibilidade de sucesso. Adora assuntos místicos e esotéricos; com seu pensamento positivo, será capaz de quebrar qualquer tipo de feitiço, "olho gordo" ou inveja. Terá ajuda financeira para suas pesquisas, que se tornarão históricas, ou para a realização de grandes eventos. Estará mudando sempre de cidade, sem mesmo programar com antecedência, deixando que as coisas aconteçam meio de surpresa. Será uma pessoa do mundo, que entenderá a forma correcta de não despender energia, mostrando que através da eterna busca do conhecimento superamos os infortúnios. Sempre respeitado, possui uma legião de fãs, aos quais influencia positivamente com sua experiência, narrando sua trajectória de vida, que geralmente é bem sucedida. Estará sempre embaraçado com casos sentimentais. Adora liberdade e não suporta os relacionamentos do tipo "prisão". Fiel aos seus ideais, jamais fará alguém sofrer por egoísmo ou tentará tirar vantagem de uma pessoa indefesa. É um servidor de Deus!

São estes anjinhos que juntamente com todos os outros olham por nós diariamente.

Mais uma vez o meu marido deixou-me “entrar” um bocadinho no universo dos projectos dele. Enquanto eu faço coisas para algumas pessoas gostarem, ele faz para milhões de pessoas gostarem. Acho que é uma grande pressão, mas no final o resultado é muito compensatório. Eu mexo nas emoções de alguns, ele mexe nas emoções de milhares de portugueses. E para mim todas as profissões que sejam para fazerem os outros felizes são de louvar.

Vi a propósito do aniversário da televisão em Portugal uma reportagem, que transmitia isto que estou a querer dizer. Testemunhos de pessoas, muitas...que diziam que a televisão era a sua companhia, os apresentadores, actores, jornalistas, eram a sua família. Neste mundo cada vez mais egoísta, injusto, cheio de solidão, a televisão faz cada vez mais sentido e tornou-se num “bem” essencial.

O meu marido faz parte desse mundo que produz sonhos e faz sonhar. Um mundo que desde cedo tive acesso, devido à minha profissão, aos meus conhecimentos, mas que agora tenho uma percepção ainda maior.

Participei um bocadinho num dos seus “biliões” de projectos. O meu excitamento ao ver o resultado final deve ser ridículo, ao lado da normalidade que é para as pessoas que diariamente fazem televisão e nos brindam com momentos fantásticos. Não sei se a minha contribuição mudou a vida de alguém, mexeu com as emoções de alguém. Mas mudou uma coisa, a minha maneira de pensar relativamente aos meus objectivos. Se posso e gosto de fazer parte de projectos que realmente façam a diferença é atrás disso que tenho que ir e por isso que tenho que lutar.

Os Leões de Portugal convidaram-me para fazer parte da sua gala de solidariedade, um espectaculo com jantar no casino Estoril. Propuseram-me ser uma das apresentadoras. Aceitei sem hesitar. E gostei muito de participar, por ser o Sporting, por ser uma boa causa e por fazer uma coisa que me realiza: Fazer parte de um bom projecto que mexe com emoções e com a vida das pessoas. O meu Pai devia estar tão orgulhoso...devia estar nervoso, a roer as unhas, mas feliz. As palmas que bateram quando falei nele, mais uma vez me fizeram pensar que tenho o melhor Pai do mundo, mesmo estando no céu.
Enquanto houver um sorriso de simpatia, uma palavra de carinho,
um pequeno gesto de amor, sempre existirá o Natal.

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Amor

Excerto da minha crónica na Revista Eles e Elas-Outubro 2009

Hoje acordei apaixonada...pela vida...pelas pessoas...pelo trabalho...e principalmente pela minha família. Por isso decidi deixar aqui algumas frases que acho que devem ser “frases de cabeceira”, frases que devemos repetir para nós próprios e para aqueles que amamos.

Esta crónica tem muitos momentos de puro amor, muitos daqueles momentos especiais e que devem ser recordados mil vezes por dia.

“As melhores frases são ditas com um verdadeiro amor.” João Paulo Cavalini

“Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.” Amado Nervo

“O amor cura as pessoas – tanto as que o recebem como as que o dão.” Dr. Karl Menninger

“Amor não é uma questão de contar os anos, mas é fazer com que os anos contem.” Wolfman Jack Smith

“Onde reina o amor, o impossível pode ser alcançado.” Provérbio Indiano

“O amor é o nosso estado natural quando não optamos pela dor, pelo medo ou pela culpa.” Willis Harman e Howard Rheingold

“No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.” Jonathan Swift
“O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição.” Aristóteles

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…” Renato Russo

“Passamos a amar não quando encontramos uma pessoa perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita.” San Kenn

“O amor é de todas as paixões a mais forte, pois ataca simultaneamente a cabeça, o coração e os sentidos.” Voltaire

“Tão bom morrer de amor … e continuar vivendo.” Mário Quintana

“Eu amo-te, não só pelo que és, mas pelo que eu sou quando estou ao teu lado.” Roy Croft

“Nada escrevi que prestasse até que comecei a amar.” Lord Byron

“Talvez amar alguém seja o único ponto de partida para tornar nossa a nossa vida.” Alice Koller

“As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.” Leonardo da Vinci

“Com amor consegue-se viver mesmo sem felicidade.” Fyodor Dostoyevsky

“Não há mal pior do que a descrença, mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão.” Vinícius de Moraes

“Tantos livros na estante. E acabo folheando o coração.” Eugénio Leandro

“Há, no mundo, milhares de formas de alegria, mas no fundo todas elas se resumem a uma única: a alegria de poder amar.” Michael Glent

“Um amor mais forte que tudo, mais obstinado que tudo, mais duradouro que tudo, é somente o amor de mãe.” Paul Raynal

“Nunca chores por amor, pois a única pessoa que merecer tuas lágrimas jamais te fará chorar.” San Ken

“Tudo o que sabemos do amor, é que o amor é tudo que existe.” Emily Dickinson

“Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos.” Bertrand Russell

“O amor nasce de quase nada e morre de quase tudo.” Júlio Dantas

“O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direcção.” Antoine de Saint-Exupéry

“Não preciso drogar-me para ser um génio; Não preciso ser um génio para ser humano; Mas preciso do teu sorriso para ser feliz.” Charles Chaplin

“O que há de admirável no amor é que quando um se dedica ao outro, esquecem-se de si mesmos.” M. Corday

“Amor é quando as diferenças não são mais capazes de separar.” J. de Bourbon Busset

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis…” Fernando Sabino

“Amar é receber um vislumbre do céu.” Karen Sunde

“O amor conquista todas as coisas.” Virgílio (70-19 AC)


A minha filha Joana fez um ano...consegui mais uma vez juntar a família e os amigos para a celebração do primeiro ano dela. Ela como sempre, esteve bem disposta, a andar de um lado para o outro, a fazer gracinhas para toda a gente e a fazer aquele olhar penetrante que só ela e o pai sabem fazer...

E chegaram as férias! As nossas e as das nossas gordas! E lá partimos todos para S. Martinho, com dois carros cheios até ao tecto!

S. Martinho...mais uma vez podia estar aqui durante horas a divagar sobre o que eu sinto cada vez que chego a S. Martinho, a paz que me invade, parece que entro num registo zen e começo a levitar...este sentimento conjugado com puder partilhar tudo isso com as minhas filhas e o meu marido é a sensação que mais me preenche e mais me faz feliz.

Dos momentos que tenho que destacar como mais especiais, foi o dia do abraço à Baia, o dia que a minha mãe mais gostava e as minhas filhas mais velhas, lá foram fazer parte do abraço, vestiram as camisolas, deram as mãos e eu não contive as lágrimas...

O encontro com os meus amigos de lá, que só vejo uma vez por ano, faz-me relembrar todos os momentos do meu crescimento, todos os momentos marcantes que vivi em S. Martinho.

Estar com os meus primos, com os meus avós, com a minha família, sem horas, sem tempo contado é um luxo que só s.martinho permite...

Ver os meus avós felizes todos os dias, porque podíamos passar o dia todo juntos, à conversa, a disfrutarem das bisnetas, a disfrutarmos uns dos outros.

O Filipe sentiu que eu estava bem e não quis interromper este meu estado de graça e então ofereceu-se para vir fazer a nossa mudança de casa sozinho...nos últimos tempos, principalmente depois do nascimento da Joana, começámos a ver casas, porque nos apetecia melhorar a qualidade de vida, a nossa e a delas. Acho que vimos todas as casas de todas as imobiliárias e nada nos satisfazia, nenhuma fazia o clique.

Até que me apaixonei por uma na Malveira...mas o negocio não se concretizou por inúmeras razões, era porque não tinha que ser....e depois apaixonou-se o Filipe por outra na Quinta da Beloura, eu confesso que também adorei a casa quando entrei...preenchia todos os nossos requisitos... e fui-me apaixonando...

Lá nos decidimos por esta casa e o Filipe veio tratar de tudo. Eu fiquei sozinha com as 3 em S. Martinho e que bom que foi...Eu era só delas e elas só minhas, foram os melhores dias que tenho tido nos últimos tempos e realmente não há nada melhor do que nos deixarmos absorver completamente pelos nossos filhos e o que eu aprendi com elas...tão bom....

Lá viemos embora directas para a casa nova.

O Filipe mais uma vez foi incansável e não deixou nenhum pormenor de fora, pensou em tudo e em todos. Eu tinha um closet e um escritório todo montado e elas tinham quartos de verdadeiras princesas.
A Casa estava linda...

E chegou o dia dos meus anos...este ano quis descansar acima de tudo...quis gozar a casa nova sem pensar em mais nada e faze-lo com as minhas filhas, passamos o dia todo na piscina, o meu marido encheu-me de presentes maravilhosos e à noite fui jantar com os amigos mais próximos, sem grandes combinações, sem nada de especial, tenho que confessar que não me apetecia ter trabalho nenhum com os meus anos e para mim se estou com o meu marido e com as minhas filhas não preciso de mais nada.

Começaram as aulas e depois da preocupação de não saber se a carrinha do colégio as podia continuar a vir buscar e trazer, lá me deram a alegria de me darem a boa noticia de continuarem a puder ser o transporte delas. Tenho que agradecer ao colégio, porque foi com muita ternura e preocupação que resolveram esta questão.

Com o começo das aulas vem o começo do trabalho, a rentree dos eventos, que têm corrido muito bem graças a Deus. Paralelamente a isso ando cheia de projectos na cabeça que aos poucos penso que os vou puder começar a realizar...depois conto...

Mas o mais importante do mês de Setembro foi sem dúvida o casamento do meu irmão Ricardo.

Sempre que pensava nisso comovia-me, e claro que no casamento me emocionei muitas vezes...por tudo...queria que os meus pais estivessem lá connosco, mesmo sentindo-os presentes, queria partilhar tudo com eles, queria que o Ricardo os tivesse ao lado neste dia tão importante. Ver o meu irmão a dar este passo e estar tão feliz foi maravilhoso!

Foi um casamento muito sentido, muito especial. A Maria é a mulher da vida dele e ver os amigos que ele tem desde sempre, os amigos que eu vi crescer com eles, estarem ali como padrinhos, com a amizade verdadeira que sempre tiverem é daquelas coisas únicas e raras de se ver.

As minhas gordas foram a sensação claro, completamente compenetradas no seu papel de segurar no vestido, de dar as alianças e de estarem bem. São únicas! São as melhores do mundo!
Parabéns Ricardo e Maria! Quero sobrinhos!!!!

O Bruno Carvalho, presidente da Fundação Aragão Pinto, conseguiu mais um passo de gigante para a fundação, a gravação de um anúncio para a Televisão! Eu e o meu irmão convidámos algumas pessoas para fazerem parte e é comovente a disponibilidade das pessoas para acções como esta. Lá estavam de sorriso na cara num sábado à tarde, completamente disponíveis para o que precisássemos, acabou por ser uma tarde muito bem passada, onde me diverti muito e senti que o meu pai também deve ter chorado a rir!



A seguir fui almoçar com a minha “maninha”, a Rita ferro que se tem tornado das melhores amigas que se pode ter, tem um coração do tamanho do mundo e está sempre ao meu lado para o que eu precisar.

Acho que agora percebem porque decidi dedicar esta crónica ao amor. O meu relato destes últimos tempos e que partilho aqui com vocês está cheio de situações apaixonantes, emocionantes e comoventes, com o amor sempre presente.

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Primeiros Passos

Excerto da minha crónica na Revista Eles e Elas-Julho 2009

Há um ano atrás na minha crónica deste mês ainda tinha a minha filha Joana na barriga...ainda não sabia como é que ela ia ser...

A Joana vai fazer agora um ano e começou a andar este fim de semana....o tempo passa a uma velocidade assustadora e temos que aproveitar tudo.

Todos os minutos da nossa vida de maneira especial, como é o momento em que um filho dá os primeiros passos.

Os primeiros passos da sua vida. Para correr atrás dos seus sonhos, porque a felicidade é uma viagem que começa desde pequenina.

Hoje em dia com todas as tecnologias á nossa disposição podemos gravar essas memorias, filmar passo a passo e fazer um verdadeiro arquivo da vida dos nossos filhos.

De vez em quando tenho momentos desses, que me apetecia reviver o filme da minha vida até agora.

Viajar até aos locais que são apenas meus e estar com as pessoas que marcaram o meu trajecto.

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Fundação Aragão Pinto-O meu Pai.

Excerto da minha crónica na Revista Eles E Elas-Junho 2009

Estar com as minhas filhas é a melhor coisa do mundo. Não há nada que me preencha mais. Não há nada que me faça mais feliz. Sinto-me completa quando estou com elas, protegida, realizada.

As conversas que tenho com a Mónica e com a Vera são do mais enriquecedoras, comoventes e engraçadas que há.

A visão da vida delas é das coisas mais extraordinárias que se pode ouvir e apreender. A Joana já diz mãe, já tem 4 dentes e já quase que anda.

Estas pequenas , grandes descobertas, é o melhor que a vida tem para nos dar.
Estar com os meus pais era a melhor coisa do mundo. Deles restam-me as recordações, as memórias, as lembranças, as fotografias, os valores, os princípios, a alegria de viver e principalmente... a saudade.

Fazem-me muita falta. Mas cada gesto, cada palavra, cada som, cada segundo, cada minuto que me faça lembrar deles, faz-me sentir bem.

O lançamento da Fundação Aragão Pinto foi um desses momentos e foi por isso que decidi reproduzir nesta crónica o texto que escrevi para a Fundação, as fotografias que partilhei, em homenagem ao meu Pai e que vem concretizar uma das suas grandes missões: Ajudar os jovens talentos do futebol.

A Fundação de Solidariedade Social Aragão Pinto tem como missão o promover a integração social de jovens e crianças carenciadas através da prática desportiva regular.

Esta Fundação foi criada para suprir uma falta que as crianças e jovens desfavorecidos têm, a pratica desportiva continuada e com valor formativo. 
A pratica desportiva é um veiculo de excelência para a integração e formação social. A maioria das instituições existentes lutam com grandes dificuldades diárias em prover abrigo, alimentação, educação e apoio às crianças que ajudam. Assim, a prática desportiva é muitas vezes, por falta de meios, algo ocasional e sem valor formativo.

O grande objectivo da Fundação Aragão Pinto é contribuir dando respostas adequadas através do desporto, às carecias e problemas sociais das crianças e que mais precisam, bem como, apoiar e promover a sua inclusão na Sociedade.

Para mais informações pode visitar o site www.fundacaoaragaopinto.com



Perto disto não podia escrever mais nada.E partilho-o com vocês:

O meu Pai.

O meu Pai é o José Eduardo Roquette de Aragão Pinto. Que orgulho que eu tenho de escrever isto. Nasceu a 11 de Setembro de 1948 na Quinta da Fajarda-Coruche, em casa à luz do petróleo.

Para mim o meu Pai era imortal, invencível. Perfeito.

Vou tentar resumir a vida do meu pai embora cada vez que começasse a escrever este texto isso me parecesse uma tarefa completamente impossível...há tanto para dizer....mas vou tentar.

Lembro-me do meu Pai me contar que passou por vários colégios, liceus, escolas e era expulso de todas...pela pessoa activa que era, por faltar para ir jogar futebol, por fazer rir a aula inteira e por achar que por menos que fizesse as coisas apareciam feitas...também teve a sorte dos meus avós intercederem sempre junto dos directores para lhes dar outra oportunidade, principalmente a minha avó, que “ mimava” o filho querido e não deixava que nada de mal lhe acontecesse, era a luz dos olhos dela.

O desporto era a sua grande paixão,e as suas fugas eram para o Centro Católico onde ia jogar ténis de mesa, modalidade da qual foi campeão vários anos consecutivos. Eu tenho as taças todas...

O Futebol era outra paixão, jogava com os amigos, em torneios, e sempre o melhor marcador...

O Sporting também lhe estava no sangue ,era sobrinho neto de José de Alvalade que fundou o Sporting Clube de Portugal, toda a família ajudou a construir esse sonho e a minha avó sempre me contou que até rifas vendeu para angariarem dinheiro para o estádio.

O meu Avô Henrique foi director do Jornal do Sporting, a família tinha dois camarotes vitalícios no Estádio José de Alvalade, já todos nasciam com o “carimbo”.Mas já lá vou a essa parte.

A família ia todos os anos passar férias em S. Martinho do Porto. Outra paixão.

Com 19 anos o meu pai conheceu a minha mãe, que na altura tinha 13...pediu-lhe em namoro várias vezes e ela nunca aceitou, iam-se encontrando mas a minha mãe não cedia.
O meu pai foi chamado para a Guerra do Ultramar e escreveu sempre à minha mãe. Eu tenho as cartas...Lembro-me do meu pai me contar que viveu situações muito complicadas durante a guerra, coisas pelas quais ninguém deve passar nem ninguém deve viver. Mas secalhar essa experiência transformou-o na pessoa que foi.

Quando chegou pediu a minha mãe em casamento e ela aceitou! E eu nasci!

De seguida nasceu a minha irmã Rita, que com 4 meses foi para o Céu. Tinha 4 anos e lembro-me de ver os meus pais completamente destroçados. Como se a vida tivesse acabado, mas também os vi com a coragem de seguirem em frente de me explicarem da melhor forma o que tinha acontecido à minha irmã Rita e de nunca deixarem de estar ao meu lado ou mostrarem-se tristes à minha frente apesar da desgraça que tinha acontecido e depois nasceu o meu irmão e um bebe traz alegria e esperança de vida a qualquer casa, qualquer família.

Outra das recordações que tenho de pequenina era um anúncio que dava várias vezes na televisão, não me lembro do produto mas era com um caçador que dava um tiro, e lembro-me que sempre que começava a música do anúncio, o meu pai vinha a correr estivesse em que parte estivesse da casa para quando fosse o tiro se atirar para o chão da sala e eu ria horas a fio...

Íamos para S. Martinho todos os anos, fazíamos muitos programas em família, e o meu pai vivia a vida em pleno. O Importante era ser feliz. E preocupava-se sempre com os outros. Tinha a grandiosidade de coração de querer espalhar a felicidade a todos os que amava e que eram especiais para ele. Lembro-me que a minha mãe é que impunha as regras, o meu pai era para brincar! Não nos conseguia dizer que não a nada. As maiores imagens que tenho é de fazer listas do que queria no Natal, e no dia de natal receber uma dessas coisas e não ser aquela que eu mais queria, não dizia nada, mas o meu pai percebia e não resistia, nessa tarde ia buscar-me esse presente, só para me ver sorrir. Feliz.

Pensava sempre num todo e o que ele mais gostava era comprar alguma coisa para todos, como a primeira câmara de filmar, o primeiro vídeo, a primeira aparelhagem, o primeiro telemóvel, etc. Coisas para todos usufruirmos em conjunto. Não havia sitio que fossemos onde o meu pai não levasse a câmara atrás. E é por isso que eu e o meu irmão temos registos únicos de pequeninos.

É engraçado que à medida que estou a escrever estas palavras, estou a ver a quantidade de parecenças que tenho com ele...

Todos os anos em S. Martinho ele ganhava os torneios de ténis, e eu filha orgulhosa via os jogos todos com muita atenção, gritava com a claque concorrente, enervava-me com os adversários dele, enfim....no final de cada torneio havia um baile de entrega de prémios, e o meu pai levava-me sempre ao colo para ir receber a taça, com todos a baterem palmas de pé e abríamos sempre os dois a pista de dança. Sentia-me uma princesa. Estava tão habituada a que o meu pai ganhasse que houve um jogo que ele perdeu, virei as costas e fui-me embora sem dizer nada a ninguém enquanto as lágrimas me escorriam de furiosa com ele, amuei e não consegui olhar para ele durante dois dias!...lembro-me se ser uma daquelas histórias que o meu pai contava várias vezes e me fazia questão de relembrar.

Todos os fins de semana íamos ao CIF vê-lo jogar futebol na sua equipa, o Cosmos, sempre o melhor em campo...

O meu pai era a alegria de qualquer sitio. O Carisma que tinha, fazia que bastasse entrar numa sala para que a “enchesse”.

Fazia-me rir como ninguém e era o meu melhor público. Riamo-nos com disparates que só nós é que achávamos graça e eu sentia-me toda orgulhosa quando os meus amigos estavam com o meu pai e diziam que ele era um espectáculo.

Fui com ele ver os 7-1 contra o Benfica e o meu pai estava eufórico! Levantava-me ao ar em cada golo e a seguir levou-me a jantar só com homens para comemorarem!

Até nos conselhos mais dramáticos era engraçado e houve um que me ficou sempre na cabeça, era quando eu tinha visitas de estudos ele dizia-me sempre:” se acontecer alguma coisa ao autocarro, a primeira coisa que fazes é partires o vidro da tua janela e fugires!”.

Os meus pais tinham uma relação fantástica e isso fazia com que a nossa casa fosse uma alegria.

Lembro-me de ver o meu pai muito triste quando o meu avô foi para o céu, mas passado pouco tempo foi convidado para ser vice presidente do Sporting das modalidades amadoras. Estávamos no carro quando ele nos contou a todos e no fim disse: ”o meu pai deve estar tão orgulhoso e a fazer uma festa lá em cima”.

Foram tempos extraordinários, em que íamos com o Sporting para todo o lado.
Uma vez levou-me a mim e ao meu irmão ao estádio e mostrou-nos todos os recantos. Entrámos como entram os jogadores e andámos a dar uns toques na bola no relvado, que sensação...nunca mais me vou esquecer.

Foi convidado para ir ao programa do David Borges na SIC e foi comentador da TSF no programa do Fernando Correia. Tenho as gravações todas guardadas...

Nenhum dos meus namorados era suficientemente bom para o meu pai, até ser simpático com eles , fazia-lhes a vida negra...passava-os por provações incríveis. Então se fossem do Benfica Nossa Senhora....

O meu irmão decidiu que queria deixar de estudar para ser jogador de futebol. O meu pai apoiou-o a 100%.Ia ver todos os treinos, todos os jogos, tirou várias cópias do jornal onde saiu a primeira noticia de um jogo do meu irmão em que ele fez a diferença, jogou no atlético, no casa pia e no Sporting. Um dia disse que não queria jogar mais...queria voltar a estudar...queria ter uma vida normal como os amigos, queria ter fins de semana, queria sair à noite. O meu Pai ficou dividido e lembro-me de termos tido os dois uma conversa com ele. Estava na idade de provar o que valia no futebol e se desistisse não havia volta a dar...mas ele estava decidido e nós apoiámos a decisão dele, embora tanto a mim como ao meu pai nos dava a sensação que lhe ia passar uma grande carreira ao lado, mas sem motivação não valia a pena.

O painel de Alcântara era o restaurante de eleição. Não dispensava o cozido, a feijoada ou as favas do painel. Jantar ou almoçar? Sempre no Painel de Alcântara.
Em S. Martinho aos Sábados o joelho de porco na Gaivota era imperdível, o bacalhau à Lagareiro na Serra, ou a Sapateira na Caravela.

Depois de uns tempos voltou ao Sporting, e passou por várias funções, director desportivo da equipa principal, director de segurança, director desportivo das camadas jovens e essa foi sem dúvida a que lhe deu mais gozo e mais motivação, lembro-me de ele contar com orgulho dos miúdos que lá chegavam e que o meu pai via o potencial que tinham e que acabavam por se tornar grandes jogadores. Depois veio mais um bebe, o projecto da Academia absorveu-o por completo, contava-nos todas as evoluções e quando nos levou lá a primeira vez e nos mostrou tudo era como se tivesse sido ele a construir a academia pedra por pedra.

Um vez fui convidada para participar num jogo de futebol na academia com outras caras conhecidas, o meu pai dividiu-se entre o perfeito anfitrião, o perfeito treinador e o perfeito pai.

O Sporting foi campeão ao fim de 18 anos e que festa!

A dobradinha em que estava grávida de 7 meses e estive na final da taça, no jogo em que o Benfica nos deu o campeonato e nos sagramos campeões estava em casa a ver e o meu pai ligou-me a dizer vou passar ai, vamos buscar o teu irmão e vamos para a câmara de Lisboa receber a equipa, com um barrigão lá fui eu fora da janela, feliz!!!!!

A abertura do novo estádio, outro “bebe” do meu pai que esteve envolvidíssimo desde o inicio ao fim de toda a organização. Não descansou enquanto a família toda não tivesse os bilhetes e esteve envolvido ao máximo para que fossem atribuídos lugares decentes no novo estádio a quem tivesse camarotes vitalícios no estádio antigo.

Recebi o emblema dos 25 anos de sócia do Sporting e fomos os dois recebe-lo, chamou os fotógrafos, apresentou-me a toda a gente, estava tão orgulhoso...

No meu primeiro Casamento o meu Pai estava feliz. Enquanto me levava ao altar ia contando piadas... Mais uma vez foi a alegria da festa e ofereceu-me o casamento dos meus sonhos. Não me recusou nada. Como sempre.

O nascimento das minhas duas primeiras filhas foram outros dois momentos em que vi o meu pai completamente babado, se sempre foi babado com os filhos, com elas então, tirava-lhes fotografias a torto e a direito, andava sempre com as fotografias delas no telemóvel e mostrava a toda a gente. Escusado será dizer que as fez sócias no dia que nasceram.

Os dias de jogos eram dias de stress para o meu pai, era quase como se organizasse excursões, preocupado que todos tivessem bilhetes, porque para ele era um dia de festa que ninguém podia perder.

Quando a minha mãe foi para o céu vi o meu pai como nunca tinha visto. Mais uma vez os conselhos que me deu nesse dia mesmo estando destroçado como estava ajudaram-me a conseguir-me manter de pé.

Quando Lhe disse que me ia divorciar, o meu pai disse-me: faz aquilo que o teu coração te disser, porque o importante é sermos felizes e se não estamos temos que mudar alguma coisa, agora lembra-te que o mais importante é continuarem amigos. Porque vão puder sempre contar um com o outro enquanto amigos mesmo que já não estejam casados. Segui esse conselho à risca.

O ciclo da vida é engraçado, porque a certa altura sentimos que os nossos pais precisam de nós como nós sempre precisamos deles e assim que eles são a nossa estrutura, a nossa base, numa certa altura nós tornamo-nos a base deles também.

Assim como sempre tive orgulho do meu meu pai, como sempre confiei nele como ninguém, como sempre falei nele como filha babada, comecei a sentir isso ao contrario, sentir que o meu pai se orgulhava de mim, da pessoa que me tinha tornado, da profissional que me tinha tornado, da mãe e da pessoa com a qual ele podia contar para tudo.

Confiava em mim para lhe guardar os documentos importantes, para o ajudar a tratar de assuntos, de o acompanhar para todo o lado. Tudo aquilo que ele antes fazia com a minha mãe.

Fomos ver o Sporting-Porto, cantámos o “Cheira bem cheira a Lisboa”, festejámos o golo aos abraços e gritos e fomos dormir para casa.

No dia seguinte o meu pai foi para o Céu. Fiquei fula com ele! Não me podia ter feito isso! Ele era imortal. Invenvivel. Perfeito! Como é que isso podia acontecer???

Sei que foi ter com a minha mãe, com a minha irmã Rita e com o meu Avô Henrique. E que lá em cima nos acompanha de minuto a minuto. E que continua a orgulhar-se e a tomar conta de nós.

Uns meses depois o Sporting teve a amabilidade de me convidar para apresentar a Gala do Sporting, sei que o meu Pai ia “vibrar” se o fizesse, mas ainda tinha as emoções à flor da pele e senti que não ia conseguir. Mas outra oportunidade se seguiu no ano seguinte, convidaram-me para ser embaixadora das mulheres com garra do Sporting, por causa do dia da mulher. O meu irmão esteve sempre comigo e senti que o meu Pai também esteve sempre lá.

Deve estar orgulhoso de eu me ter casado outra vez, com uma pessoa fantástica, muito parecida com ele por sinal, de ter tido a minha Joaninha que a primeira gracinha que sabe fazer é quando dizemos Sporting ela levanta os braços e que é sócia desde que nasceu. Das brilhantes alunas que são as netas e da alegria que são em todo o lado.
Do meu irmão ter tomado o lugar dele e nunca me ter deixado. De nos termos unido e de estarmos sempre de olho um no outro e de ele ter arranjado uma noiva fantástica com a qual se vai casar este ano.

Deve-se estar feliz com a ideia desta fundação e feliz com todos aqueles que por gostarem dele fazem questão de a apoiar. Ainda por cima no sentido daquilo que ele mais acreditava e mais prazer lhe deu, ver pequenos grandes talentos a terem a oportunidade de se tornarem grandes jogadores.

Obrigada Pai por ter sido quem foi. Por estas recordações. Por me ter ensinado que a vida é para viver intensamente como se cada dia fosse o último, é fazer aquilo que nos dá na cabeça se isso nos fizer feliz.

É não perder tempo com coisas insignificantes e que por mais desilusões e desgostos que a vida nos dê, temos que erguer a cabeça e continuar, aproveitando o que temos de bom. É fazer valer a nossa opinião mesmo que seja diferente dos outros.

É prendermo-nos aos nossos princípios e valores porque são a nossa maior riqueza e é o que fica de nós neste mundo.

Obrigada Pai, por tudo.






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Rir é o melhor remédio

Excerto da minha crónica na Revista Eles e Elas-Abril 2009

Rir por tudo e por nada.

Não há nada melhor que rir, rir de coisas parvas, rir de situações cómicas, rir de anedotas, rir de nós próprios, rir por rir.

E adoro quando ao longo da vida vamos encontrando pessoas que também são assim, por profissões mais duras que tenham, por desgostos e desilusões que já tenham passado continuam a rir, a gostarem de dizer palhaçadas e de se rirem sem parar das palhaçadas dos outros. O sentido de humor vale ouro.

É tão bom fechar a porta ao mundo lá fora, respirar fundo, abrir os braços e rir até não poder mais.

“Um dia sem rir é um dia desperdiçado” Charles Chaplin

As crianças riem por tudo e por nada. É maravilhoso quando na reunião de pais da Vera ou da Mónica para além de me dizerem que elas são óptimas alunas dizerem-me que são as mais alegres da aula, e isso é tão bom ouvir!

Eu sempre soltei gargalhadas estridentes sem qualquer problema e as minhas amigas chamavam-me a atenção, e eu nunca liguei nem ligo. Os adultos têm muitos medos e, muitas vezes, inconscientes.

O riso é a distância mais curta entre duas pessoas. Rir faz bem à saúde.

“O tempo que passas a rir é tempo que passas com os deuses”. Provérbio chinês

Lembro-me sempre do filme “Patch Adams” em que o protagonista usa o riso para ajudar os doentes de um hospital a passarem melhor os seus dias.

Um certo dia, recebo um telefonema do meu irmão a pedir para ir com ele a uma ouriversaria escolher o anel de noivado para a Maria porque a ia pedir em casamento. Ia caindo para o lado...

Fui com ele escolhi o anel, ele foi de viagem e lá lhe fez a surpresa e o pedido à antiga, pediu a mão aos pais dela.

O casamento vai ser este ano e não há nada que me deixe mais feliz, mas também nostálgica, gostava tanto que os meus pais e a minha irmã Rita estivessem cá a viver este momento, e sei o quanto o meu irmão ia gostar também...mas também sei que eles estão a acompanhar todos os nossos passos e a viver todas as nossas alegrias, e só de pensar que o meu mano mais novo se vai casar escorrem-me as lágrimas...

Hoje, dia em que estou a escrever esta crónica, eu e o Filipe vamos ao concerto dos Il Divo.

Há dois anos atrás fui a esse concerto com duas amigas e levei os meus avós como vos contei na crónica da altura. Foi o concerto que me tocou.

Chorei quase o concerto todo, e a seguir depois de muitas “negas” decidi ir falar com o Filipe porque durante aquele concerto alguma coisa me fez pensar que eu tinha que arriscar, que me podia estar a passar ao lado a felicidade de construir a vida ao lado de uma pessoa como ele.

E começámos a namorar nessa mesma noite a seguir ao concerto.

Esta música é dedicada a todas as mães e eu dedico-a à minha mãe e ao meu pai, porque mesmo tendo a letra escritada para uma mãe, aplica-se inteira a um pai também.



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