01 março 2012

Angélico

Excerto da minha crónica na revista Eles e Elas-Junho 2011

"Se me amas,não chores
Se conheces o mistério imenso do Céu onde agora vivo,
este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor,
uma enorme ternura
que nem tu consegues imaginar.
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo, pensa nesta casa
onde um dia estaremos reunidos
para além da morte, matando a sede na fonte
inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores, se verdadeiramente me amas! " - Santo Agostinho

Em 2005 conheci 2 D’Zrt’s. Ainda não o eram. Nessa altura eram 2 actores dos morangos com açúcar.

Foi numa viagem à neve. Lembro-me de estar no bar do hotel e eles começarem a cantar, com os restantes convidados à sua volta, sem perceberem bem quem eles eram e porque de repente tinham começado a cantar, lembro-me dos olhares das pessoas umas para as outras tipo: O que é isto?

Mas eles indiferentes a tudo e a todos cantaram, tocaram e encantaram.Com a coragem de quem sabe o que vale, de quem sabe o talento que tem, e de quem está ali para gerar emoções, fazendo o que lhes vai na alma.

E o que é certo é que mexeram com as minhas emoções, mexeram com as emoções de todos os que os ouviam e que inevitavelmente começaram a mexer o corpo ao ritmo da música.
Era contagiante e no fim lembro-me que aqueles olhares das pessoas no inicio deram lugar a sorrisos e a uma grande salva de palmas. Deram lugar a olhares de espanto perante o talento daqueles jovens. Deram lugar a pedidos de mais músicas, a perguntas de quem eram e o que iam fazer.

A resposta foi que iriam ser um grupo de 4 elementos que existiriam dentro dos Morangos com Açucar e fora.

Mais tarde todos assistimos ao nascimento dos D’Zrt e tenho a certeza que tanto como eu, todos os outro presentes naquela viagem à neve vibraram com o êxito que eles alcançaram, vibraram pelo talento deles estar a ser reconhecido, vibrámos porque os vimos, ouvimos e nos deixamos encantar por eles antes de toda a legião de fãs que depois reuniram.

Fui-me cruzando várias vezes com eles, acabei por conhecer os 4 elementos, porque os convidava para os meus eventos e porque me cruzava com eles em diversas situações profissionais.

Quando comecei a namorar com o Filipe, tive o prazer de os conhecer a nível pessoal. Comecei a ouvir a forma como o Filipe falava deles, comecei a ver o carinho que tinha por eles e pude comprovar o que ele dizia, pude sentir também esse carinho.

Pude perceber que eram especiais, não por causa do talento que tinham, não por conseguirem arrastar multidões, não porque conseguiam gerar emoções, que isso tudo eu já sabia, mas pelas pessoas que eram. Pelos seres humanos que eram.

Fui comprovando isso em diversas situações e uma delas, falei aqui numa das minhas crónicas, no último concerto dos D’Zrt, no dia 3 de Fevereiro de 2008.Emocionei-me com a emoção que aqueles 4 jovens estavam a provocar na multidão que tinham à frente, emocionei-me ao ver que durante as horas do concerto eles conseguiram que todas aqueles pessoas se esquecessem de tudo o resto, e que só pensassem em dançar, cantar, gritar, aplaudir.

Só verdadeiros artistas, só verdadeiras estrelas conseguem isso. E depois nos bastidores confrontar-me com 4 miudos que depois do show que deram, continuavam a ser envergonhados, simpáticos, inseguros. Mesmo exaustos, continuavam com um grande e sincero sorriso na cara, continuavam disponíveis para os beijinhos, abraços, autógrafos. Disponiveis para uma palavra amável a toda a gente que os abordava.

O meu marido deu-me a oportunidade de em Novembro de 2009, ter ainda mais a noção da história dos D’zrt, ao permitir-me escrever um texto para acompanhar um vídeo de apresentação do regresso dos D’Zrt. Foi-me impossível controlar as lágrimas ao ver as imagens e informações que me serviram de base para o meu texto. Ver o percurso dos meus 4 amigos, na altura já os considerava como tal, um percurso cheio, espalhando alegria, música, sorrisos, amor e união.



Nos 6 anos da minha filha Vera, o seu regresso estava no auge, e as minhas filhas não fugiam à regra. A Vera pediu um bolo com a fotografia deles, mas o Filipe fez mais, pediu-lhes se eles podiam ir cantar lá a casa na festa dela.

E eles foram. As minhas filhas ficaram sem reacção, estavam de boca aberta. Os D’Zrt estavam em casa delas! Contagiaram toda a minha família, e puseram-na de pé a cantar e a dançar. Formámos uma roda à volta deles e deixámo-nos ir.

Os meus avós voltaram a ser jovens por uns momentos e lembro-me de no fim da festa dizerem: Que maravilha de miúdos que eles são! Que talentosos! Que boas pessoas! Terem tido a disponibilidade de vir até aqui fazer esta surpresa à Vera! Lembro-me de terem ficado à conversa com o meu Avô depois de cantarem, de ouvirem as suas histórias e eles contarem as deles. De se juntarem a nós enquanto família e a partir desse dia foi isso que se tornaram. E o meu carinho por eles tornou-se ainda maior.

A Vera não parou de falar nisso durante semanas e sei que nunca mais se vai esquecer na vida. Vai puder para sempre dizer que teve a sorte de ter 4 verdadeiros artistas em casa, a cantarem-lhe os parabéns, de ter a sorte de conhecer 4 seres humanos simplesmente únicos.

Porque eles não são só actores dos Morangos, eles não são só elementos dos D’Zrt, eles não são só O Angélico, o Vintém, o Cifrão e o Edmundo, eles são 4 pessoas com o coração do tamanho do mundo.4 jovens trabalhadores, humildes, saudáveis, responsáveis e com os pés bem assentes na terra.

No nosso casamento voltaram a surpreender tudo e todos, pegaram no microfone e fizeram aquilo que sabem fazer melhor: actuaram. Puseram toda a gente a dançar a cantar as suas músicas e provaram que os seus fãs são de todas as idades, e que desde os mais jovens até aos mais velhos sabem as suas letras de cor e saltam das cadeiras para as dançar.

Escrevo esta crónica com uma tristeza muito grande. Escrevo esta crónica porque senti que tinha que partilhar a minha história com estes 4 miudos, entre eles o Angélico.

Escrevo esta crónica porque me apeteceu dizer o que me vai na alma, principalmente depois de comprovar mais uma vez, que mesmo nestas alturas, mesmo com o Angélico a lutar pela vida, continuam a existir pessoas a revelar o pior do ser humano.

Pessoas que em vez de usarem a sua energia, para mensagens positivas, de força e esperança, usam essa energia para comentários desagradáveis, despropositados e com pormenores que não interessam para nada quando há um jovem entre a vida e a morte.

Quando na maior fragilidade da vida humana, quando, perante a morte de alguém, a única situação que não tem solução, discutem o que não tem discussão. Falam do que não sabem. Comentam o que não têm legitimidade para fazer. Procuram culpados e justificações para os “ses” e os “porquês”.

Preconceitos com os quais infelizmente temos que lidar no dia a dia, mas que nestas alturas ainda doi mais ter que lidar.

Esta é uma altura para procurar a paz de espírito e ajudar a dar descanso a quem sofre. É uma altura que se precisa acima de tudo de tranquilidade para se lidar com uma fatalidade.

O Angélico era uma pessoa boa.

O Angélico foi uma estrela na terra e á agora uma estrela no céu. Aconteceu uma tragédia impensável. Porque? Não sabemos.

Sabemos que os Pais perderam a razão das suas vidas.

Sabemos que a Rita perdeu o Amor da sua vida.

Sabemos que o Vintém, o Cifrão e o Edmundo perderam um irmão. Perderam parte deles.

Sabemos que vai ser um anjinho no céu e que vai olhar pelos seus pais, família e amigos.

Sabemos que deve já estar a actuar para todos os outros anjos, fazendo do céu uma festa.

Sabemos que continua a esbanjar o seu charme, o seu sorriso e a sua simpatia.

Sabemos que tivemos a sorte, de mesmo por um tempo demasiado curto, termos tido no nosso pais um artista tão completo.

Sei que eu, o Filipe e as nossas princesas tivemos a sorte de nos termos cruzado na vida com uma pessoa como o Angélico. Que nos tocou e marcou. Para sempre.

Sabemos que tinha a vida pela frente.

Sabemos que Deus leva os que mais ama e que devia estar a precisar de um anjo estrela como o Angélico.

Sei que o Filipe perdeu um grande amigo, perdeu alguém que tratava como irmão mais novo e as vezes como filho. Perdeu alguém por quem dava prazer arriscar. Por quem tinha um orgulho do tamanho do mundo e que considerava um artista que podia tudo. Um amigo a quem dava conselhos não só de trabalho, mas pessoais, um amigo com quem sei que adorava conversar, que adorava sentir a força da natureza que era, vibrar com os seus projectos e dar força aos seus sonhos.

Sei que já deve ter conhecido os meus pais e a minha irmã e que eles o devem ter recebido da melhor maneira. Espero que já lhes tenha cantado as músicas do álbum novo que não chegou a lançar.

Vai continuar a abraçar-nos lá de cima com as suas asas de estrela anjo.

Nós vamos continuar a recordá-lo, a ouvir as suas músicas, a cantá-las e a dancá-las.

Vamos sorrir cada vez que nos lembrarmos da sua alegria e força de viver. Do fenómeno chamado Angélico Vieira.

E vamos ter muitas saudades.
Até qualquer dia Angélico.

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Arriscar

Excerto da minha crónica na revista Eles E Elas-Abril 2011

Não nos podemos conformar com o médio quando podemos ter o excelente.

Esta foi a frase que uma das professoras da minha filha Mónica me disse sobre ela na reunião de pais e entrega das avaliações do segundo período.

Disse-me que a Mónica era excelente aluna mas que muitas vezes se conformava com os resultados pensando se assim já está bom não vale a pena esforçar-me mais.

A minha filha é mesmo assim, vê o mundo cor de rosa, ou quer vê-lo cor de rosa e afasta as dificuldades para debaixo do tapete, nem sequer quer saber delas, tudo o que é negativo é como se não existisse. Relativamente aos estudos é a mesma coisa. Ela podia ser a melhor aluna, mas se já é uma das melhores, para que dar-se ao trabalho? Ela prefere segurar aquela nota, do que arriscar-se mais e falhar.

Não acho mal que ela seja assim, sofre menos que a maioria das pessoas de certeza, só não quero é que ela seja uma pessoa conformada. Porque isso vai fazer com que fique sempre em segundo e nunca em primeiro.

Nesse mesmo dia abri uma revista e estava uma crónica do Paulo Coelho que falava exactamente deste assunto(coincidências engraçadas...).

Das frases que retive destaco estas:
“Enfrente o seu caminho com coragem, não tenha medo da critica dos outros. E sobretudo não se deixe paralisar pela sua própria critica.
“ Se o que você está a percorrer é o caminho dos seus sonhos, comprometa-se com ele. Não deixe a porta de saída aberta, através da desculpa: ”Ainda não é bem isto que eu queria. Esta frase-tão utilizada-guarda dentro dela a semente da derrota. Assuma o seu caminho. Mesmo que precise de dar passos incertos, de destruir e construir constantememte.”
“Quando se quer o bem, os resultados são sempre bons. Libertos do medo de errar, as decisões são tomadas e os resultados são magníficos.”
Open Mind. Intuition. Confidence. Free your soul. Make your style. Be your self
Como diria Pablo Picasso “qualquer outro terá todos os meus defeitos, mas nenhuma das minhas virtudes.”

Já se perguntou por que é tão difícil ser você mesmo?

Já parou para pensar o quanto estes medos e ferramentas de manipulação limitam os seus talentos.

Segundo Ralph Waldo Emerson deve insistir em si mesmo; nunca imite.
Faça o que lhe foi designado e nenhuma esperança ou ousadia poderão ser demais.

Lembre-se, ninguém é perfeito, A beleza e a diferenciação humana estão justamente nestas imperfeições, “até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro" diria Clarice Lispector.
Assuma o seu “EU” verdadeiro, crie o seu próprio espaço, solte as rédeas do seu verdadeiro talento.

Acredite em si mesmo, aceite os seus defeitos e qualidades e siga em frente.

É esta a filosofia que canta uma música do filme “Música no coração”My favourite things” as minhas coisas favoritas.

Cada um de nós deveria fazer a sua própria letra e cantá-la sempre que precisar de se lembrar das coisas de que realmente gosta.
Acredite em quem é. Seja você mesmo e mostre ao mundo que é orgulhoso da sua maneira de ser!
Qual é a sua melhor versão? Acredite nesta ideia e use-se a si mesmo!
Siga seu próprio estilo. Não seja uma segunda versão. Seja a primeira.
Ter estilo próprio é ser você mesmo. É ser diferente sem se importar com as diferenças.

Estilo tem a ver com liberdade e originalidade.
Aproveite ao máximo os seus trunfos! Agarre nos seus pensamentos, nos lugares, acções ou objectos favoritos. O conjunto de tudo isso é o que você é.

Nesta primeira crónica do ano decidi mesmo começar com este discurso positico de não conformação, de evolução, de apostas, de acreditar, de apostar. Eu preciso disso. Todos precisamos disso.

Entrámos no novo ano os 5 juntos. Da melhor maneira possível. Tão bom...

Na altura em que escrevo já posso afirmar que iniciei a época de verão cá de casa. As miúdas têm brincado lá fora, o Sol tem nos dado energia e força para nos animarmos, para andarmos com um sorriso na cara, para nos fazer querer aproveitar o dia até ao último raio.

Paralelamente ao trabalho tenho-me dedicado a tratar do jardim de nossa casa.

As princesas estão de férias da Páscoa e temos recebido muitas vezes a visita do meu irmão, cunhada e sobrinho. Tem sido muito bom estarmos todos juntos e sinto que quando isso acontece tudo o resto faz sentido, o Universo joga a nosso favor e todos os nossos anjinhos estão felizes.

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Nascimento

Excerto da minha crónica na revista Eles e Elas-Natal 2010

Acabei a última crónica sobre o casamento a falar da lua de mel e resolvi começar esta crónica a desvendar um bocadinho de como ela foi...não vou escrever muito porque é impossível transformar em palavras e é impossível descrever e contar como foi...

Nem ilustrar com imagens, porque mesmo as fotografias não mostram o maravilhoso paraíso na terra que são as maldivas...

Nem as minhas palavras vão conseguir ser fidedignas ao ponto de transcreverem o sentimento que nos invadiu em cada um dos dias da nossa lua de mel...

O paraíso recebeu o nosso amor e o nosso amor absorveu o paraíso. Ao começarmos a sobrevoar cada ilha das Maldivas percebemos que estamos a chegar a outra dimensão, e conhecer o amor verdadeiro como eu e o Filipe tivemos a bênção de conhecer também é viver noutra dimensão, num estado de espírito alienado, tal e qual como nos sentimos desde que pisámos na ilha que escolhemos: A Lily Beach.

Foram dias perfeitos que vamos para sempre guardar nos nossos corações e memórias.
Chegámos de Lua de Mel com a sensação que somos uns privilegiados por nos termos encontrado e por termos conhecido um paraíso na terra.
Sim existe e nós estivemos lá.

Depois de retomarmos a rotina das nossas vidas recebemos mais uma bênção: O nascimento do meu sobrinho José Eduardo Aragão Pinto.
Filho de meu irmão e da Maria. Fomos vê-lo, peguei logo nele ao colo e não o conseguia largar...tão bom...mais um anjinho para a nossa família.

Um bebê representa a decisão de Deus de que o mundo deve seguir. Ter um bebê é assumir a maior responsabilidade e a alegría mais absoluta que a natureza nos dá. Esperança, força, vulnerabilidade, inocência, futuro, valentia, pureza, amor, confiança....
Um nascimento representa o princípio de todo - é o milagre do presente e a esperança do futuro. O milagre de um nascimento é um tesouro único.

Cada bebé traz consigo uma nova bênção ao mundo. Cada bebé é um milagre único e impossível de repetir.

Tinha guardado o álbum de bebe do meu irmão, onde a minha mãe escreveu religiosamente todos os pormenores sobre os seus primeiros dias, meses e anos...fotografias de nós os quatro nesses tempos(eu, o meu irmão, o meu Pai e a minha Mãe), momento únicos, que sei que vão ser bons para o meu irmão recordar, reviver, partilhar, pois também ele está a viver um momento único.

O meu irmão ligou-me várias vezes nos primeiros dias, a perguntar tudo e mais alguma coisa, a pedir isto e aquilo, fui lá várias vezes e queria que ele sentisse que eu estava ali. Para o que ele precisasse e sei que ele não me estava a pedir ajuda como mãe que já tem três filhas ou como irmã, sei que ele precisava de sentir que não tem cá o Pai e a Mãe, mas tem-me cá a mim para o que ele precisar.

E sei que ele sabe que eles devem estar muito felizes com mais um neto, que olham por nós sempre e para que todos os efeitos nos enviaram uma Joana e um José Eduardo.

E por tudo isto decidi deixar aqui uma oração para o meu sobrinho e para todas as crianças que vão nascendo por esse mundo fora:
“Chegaste,
e a casa encheu-se de fragrância.
Parece primavera.
Em ti, Pai Santo, manancial de toda paternidade,
Em ti estão todas as nossas fontes.
Mandaste-nos um presente desejado e sonhado:
Uma criança chegou para o banquete da festa.
Seja bem-vinda!
Como é que vamos te agradecer,
Senhor da vida, com quê palavras?
Obrigado por seus olhos e por suas mãos,
Obrigado por seus pés e por sua pele,
Obrigado por seu corpo e por sua alma,
Em Tuas mãos de ternura nós a depositamos
Para que cuides dela, e lhe faças carinhos
E a enchas de doçura.
Pai Santo e querido, põe um anjo ao seu lado
Para que impeça a passagem da doença e
De todo o mal,
E a guie pelas sendas da saúde e bem estar.
O bem, a paz e a Bênção
Acompanhem-na todos os dias de sua vida
Amém”

O José Eduardo nasceu no dia 18 de Outubro e o seu anjo protector é o anjo Ayel.
Este anjo ajuda a ter consolação contra as adversidades ou injustiças. Favorece a longevidade, a preservação e a solidificação de bens materiais adquiridos por trabalho. Influencia nos estudos, principalmente da filosofia, misticismo ou religiões. Domina as mudanças.

Quem nasce sob esta influência será iluminado pelo espírito de Deus, terá solidez nos empreendimentos, destaque nos estudos e pesquisas das altas ciências esotéricas, em especial a cabala e a astrologia. Influente, confiável, não aprova a duplicidade de opinião ou a desonestidade. Transformará todos os sonhos e projetos em realizações, já que nada ultrapassa os limites de suas possibilidades. Avesso à futilidade, estará sempre de bem consigo mesmo. Não é interesseiro e só gosta de demonstrações de afeição, quando percebe que são absolutamente sinceras. Seus romances serão afetuosos, pois se desenvolverão sem problemas ou pressões. Dedica grande atenção à família.

Nunca deixa para outra pessoa uma tarefa inacabada, atingindo assim todos os objetivos, com merecido sucesso. Sua saúde será favorecida, pois nunca cometerá excessos, entendendo que seu corpo é o templo de sua alma. Sua retaguarda estará bem protegida contra a instabilidade ou a incompreensão de seus atos. Poderá seguir em frente com confiança, seu anjo de guarda estará sempre a seu lado.

Muitas vezes disse aqui nas minhas crónicas, que a nossa empregada interna faz parte da família e muitas vezes é o pilar de toda a estrutura. É o que me permite a mim e ao Filipe termos a nossa vida profissional louca, que nos permite ter a nossa vida pessoal, namorarmos muito...e mais importante de tudo dá-me o conforto, a segurança e a confiança por tratar das minhas filhas e garantir que elas estão sempre bem quando eu não posso estar.

A minha empregada, a Joana decidiu voltar para a terra dela, Moçambique. E eu tive que a deixar ir...durante duas semanas tive que saber o que é ser dona de casa, mãe, mulher e profissional sem qualquer ajuda...senti o que muitas mães por esse mundo devem sentir. Mas o engraçado é que se consegue. Tem que se conseguir. Quando tem que se fazer faz-se e eu não tenho feitio para esperar que os outros façam por mim...não foi fácil...tratar das duas mais velhas para irem para o colégio, ajudá-las com os trabalhos de casa quando chegam, com os estudos para os testes, comprar-lhes os presentes para o amigo secreto, decorar os anjinhos de Natal para o concurso do Colégio, tratar da casa, da roupa, das refeições, conciliar as horas de trabalho com a pequenina que ainda está em casa e quer brincar, ver o Panda comigo ou simplesmente estar ao meu colo. E mesmo assim respondi a telefonemas, a emails, marquei reuniões e fechei projectos. Por isso sim é possível e quando não há outra hipótese, as mulheres são mesmo super heróis. E eu tenho a sorte de trabalhar em casa e por conta própria para o poder fazer.

Costuma-se dizer que do final do Verão até ao Natal é um pulinho e assim foi, entrámos nessa época e mais uma vez com ajuda das minhas 3 filhas fiz a árvore de Natal, decorei a casa e a porta da rua e ajudei-as a escreverem as cartas ao Pai Natal.

Fui assistir às maravilhosas festas de natal do colégio e no final enchi-me mais uma vez de orgulho ao ouvir os professores a falarem da Mónica e da Vera. Enchi-me de orgulho em saber que tiverem excelentes notas nos testes e enchi-me de orgulho ao saber que são a alegria da escola e que estão sempre de sorriso na cara e prontas para dar alegria e mimo a alguém. E saber tudo isto não tem preço. É uma bênção tê-las trazido ao mundo e terem dado ainda mais sentido à minha vida.

No Natal também se celebra um nascimento, o nascimento de Jesus:
“E nessa noite de alegria, o amor nasceu ...
O amor de um homem e de uma mulher ..
O amor universal ...
Nasceu uma criança de luz,
de muita luz ...

Uma criança que é a esperança do mundo ..
Uma criança vinda dos Céus ...
Uma criança que ensina por todos os séculos o Amor,
o perdão ..

Uma criança que traz para nós a felicidade interior ... a paz interior ...

Com esta criança aprendemos a sorrir, a sermos dignos, a sermos eternamente felizes ...
No seu grande Amor...
Na sua infinita Paz.

Nessa noite, uma estrela cruzou os céus,
Anunciando a sua chegada ..
E brilhou nos nossos olhos,
Nos nossos corações.”

Vamos reunir a família e aproveitá-los sem horas, sem minutos contados e aproveitar o maior luxo que esta época nos dá: tempo para estarmos com quem mais gostamos.

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O nosso Casamento

Excerto da minha crónica na revista Eles e Elas-Setembro 2010

O que é que eu posso escrever sobre o meu casamento?...

Posso dizer que foi tudo tão sentido.. qualquer escolha teve o seu significado e cada detalhe foi pensado ao pormenor.

E foi tudo como idealizámos...Estávamos felizes. E as fotografias espelham esse nosso maravilhosa estado de alma. O que não deixa muito por dizer...só quem lá esteve sabe o que testemunhou, sabe o que sentiu e por mais que o descreve não vou conseguir transmitir a emoção contagiante que se viveu no nosso casamento.

Dia 3 de Setembro de 2010..acordámos, o Filipe seguiu para o Hotel onde se ia arranjar e eu fiquei com as minhas 3 princesas em casa, depois do bouquet tratado(consegui comprar 4 girassois lindos gigantes-a minha flor preferida...eu própria me sinto um girassol, só estou bem onde está o sol e a girar debaixo dele), era altura de nos começarmos a arranjar.

Depois do cabelo e da maquilhagem, onde tenho que destacar o maravilhoso trabalho da minha querida Lígia...desde a primeira vez que me maquilhou para uma produção numa revista que me “apaixonei” pelo trabalho dela, conseguiu e consegue sempre que me olho ao espelho a seguir a maquilhar-me pensar: Estou linda...No dia do casamento conseguiu isso na maquilhagem e nos cabelos e com as miúdas que tratou com um carinho sem igual e ter pessoas como ela ao meu lado neste dia foi muito bom.

Eu e o Filipe falamos ao telefone várias vezes e precisávamos que chegasse rápido o momento de estarmos juntos um do outro, era o nosso dia e tínhamos que estar junto, queríamos estar juntos, só fazia sentido estarmos juntos.

Fui para o meu closet com as minhas 3 princesas e a Joana minha empregada, foi ela que me ajudou a vesti-las, foi ela que me ajudou a vestir o meu vestido e a colocar o véu sempre sob o olhar de 3 pequeninas lindas que observavam cada movimento. Pus 3 escravas que eram da minha mãe, os brincos que tinha comprado, o anel de noivado e calcei os maravilhosos sapatos da Made In. Quando fiquei pronta o olhar da Joana empregada e delas as 3 foi tão forte que nem precisei de me ver ao espelho antes de sair de casa, elas deram-me a força e a confiança que eu precisava e eu sabia que estava bem.

O Sr. Pedro, o motorista estava à nossa espera numa bela carrinha espaçosa para cabermos todas e lá seguimos viagem, não sei explicar que sentimento me invadia naquele momento, mas sentia-me serena, bem. Estava com as minhas 3 gordinhas a caminho do casamento com o homem da minha vida. E senti-me abençoada.

E chegámos ao Tamariz. O Avô Zé estava à porta das piscinas à minha espera e lá saíram primeiro a Mónica, a Vera e a Joana e começaram a percorrer a passadeira ao som da música que todos tínhamos escolhido para aquele momento e que tínhamos andado a ouvir durante os últimos meses a imaginar como seria: ”I want to know what love is” da Mariah Carey.



A seguir entro de braço dado com o Avô Zé e a primeira imagem é um pôr do sol lindo sobre a baia de Cascais, as pessoas todas especiais em pé felizes a receberem-me e lá ao fundo o meu Amor. E quando os nossos olhares se encontraram tudo fez ainda mais sentido. Estavamos juntos para nos casarmos. O Avo Ze estava uma avo babado, a granny muito emocionada, a avó belinha feliz, o Ricardo em êxtase, a minha querida madrinha Rita era a madrinha perfeita, família e amigos também. E soube que o meu pai, a minha mãe e a minha irmã Rita estavam lá. E deviam estar tão ansiosos por este dia quanto nós. E sei que dariam tudo para estar ali assim como eu dava, mas estavam de outra maneira e eu senti-os.

E lá nos tornámos marido e mulher depois do também tão especial momento do Filipe ter colocado um anel no dedo de cada uma das 3 princesas ao som do “por ti me casaré” do Eros Ramazotti.



A decoração e o catering estava a cargo do Vasco Aragão e como não podia deixar de ser estava de sonho. Tudo. E eu estava completamente descansada e completamente certa da moinha escolha desde o primeiro minuto, o Vasco é para mim o melhor. Ponto final. E para além disso o carinho como sempre me tratou, fez com que nascesse uma cumplicidade muito grande e não há nada do que “trabalhar” com alguém que fala a mesma língua.

A noite pôs-se, o jantar terminava e depois dos brindes pelas mesas seguimos para o La Villa, que estava também maravilhosamente decorado pelo Vasco e com o melhor que há em termos audiovisuais que ficou a cargo da Multishow, de onde tenho que destacar o profissionalismos do Marco e do Orlando. Estava um Show! E o bolo...o bolo que eu idealizei 3 dias antes, desenhei a minha ideia e a cake it consegui confeccioná-lo tal e qual o meu desenho...estava lindo!!Obrigada Marta e Sofia!

Cortámos o bolo, fizemos o brinde e chegou a surpresa dos colegas da TVI...e que surpresa...um filme com vários momentos cómicos relacionados com o casamento, desde o telejornal, às novelas...enfim...e o final com uma selecção de fotos nossas, da nossa família de 5, fantástico...lindo...



Abrimos a pista ao som do “I look to you” da Witney Houston e mais ninguém parou de dançar, e cada vez que vinha mais alguém para ao pe de mim dançar eu pensava, que maravilha de família de amigos que eu tenho e que bom que e estarem aqui connosco.A música do JP que mais uma vez contagiou todos na pista de dança.



Os D’zrt deram um show e puseram toda a gente a cantar e a dançar ao som das músicas deles.Foi tão bom...Que “quarteto” de pessoas maravilhosas eles são!

Chegou a altura de eu e o Filipe querermos estar só os dois, sozinhos e saborear o facto de já sermos marido e mulher. Depois de quase toda a gente sair, deixamos os mais resistentes e saímos de fininho...rumo à nossa noite de núpcias e à nossa Lua de Mel nas Maldivas.

Marta Aragão Pinto “Terruta”.

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Estás aqui para ser feliz

Excerto da minha crónica na revista Eles e Elas-Junho 2010

Era eu uma menina num dos seus primeiros trabalhos quando comecei a estagiar na revista Eles e Elas. Num mundo completamente novo para mim, tive, com as minhas inseguranças, de me aventurar e tentar dar o meu melhor. As ideias multiplicavam-se na minha cabeça e eu tentava pô-las em prática com a ajuda de toda a equipa da revista. A maioria deve-me ter achado uma menina mimada, que queria fazer as coisas como pensava e ponto final...

Mas havia uma pessoa que sempre me apoiou e sempre me incentivou...sendo muitas vezes meu cúmplice e lavando as matérias que queria fazer adiante, por mais loucas que fossem. O Zé Manel. As memorias e recordações são muitas, as correcções dos meus textos, a revelação das minhas fotos, os cafés nos bombeiros, as piadas nos eventos, os comentários cómicos às fotos. Mas há uma coisa que nunca me vou esquecer, era que para mim tinha sempre uma palavra agradável para dizer, um elogio, fazia-me sempre sentir a melhor do mundo e sei o saber foi contribuindo para moldar a minha maneira profissional de ser, deu-me confiança, segurança e auto-estima e isso não tem preço.

Zé Manel, sei que continua aqui perto de nós, a olhar pela Dra Luz e por todos os colaboradores da Revista Eles e Elas e sei que continua a olhar por mim e a sentir o carinho e orgulho que sempre demonstrou por mim.Sei que está a animar todos os anjinhos ai no céu com a sua maneira típica de ser.
Obrigada por ter feito parte da minha vida.

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples facto de terem cruzado o nosso caminho.

“Simplesmente porque cada pessoa que passa na nossa vida é única. Deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.”Saint-Exupery

Na Sexta feira Santa, tive um trabalho e nada fazia prever que íamos passar a Páscoa fora, mas quando cheguei a casa e eu e o Filipe nos deparámos com o facto das miúdas terem ido para as respectivas avós, decidimos ir para o Rio de Janeiro!!Reservámos a viagem nessa mesma noite e tínhamos que estar no dia seguinte no aeroporto às 8h da manhã para comprar o bilhete para seguirmos no voo das 11h Senão não íamos...tudo à última da hora como sempre, mas lá embarcámos e seguimos para o Rio.

Cidade maravilhosa, praia, passeios e petiscos fantásticos e nem o temporal que se abateu por lá nessa semana nos travou. Estávamos de férias, sem telemóveis e descontraídos. Que bom.

Convidei a Rita Ferro para ser minha madrinha em plena acção de trabalho!!!Não tenho jeito para grandes preparações e efusões e como quem diz, vamos receber o convidado tal, disse-lhe vais ser minha madrinha. Ela teve que se conter para não chorar porque estávamos no meio de várias pessoas...mas no dia seguinte ligou-me para irmos fazer um programa de madrinha e noiva.

Fomos a uma loja de Vestidos de Nova em Cascais. Experimentei quase a loja toda e nunca mais me vou esquecer da expressão da Rita quando sai dos provadores com o primeiro vestido...emocionada...e a dizer que eu estava linda...o problema é que disse isso a todos.. por isso sai de lá mais confusa que entrei...mas diverti-me muito e amei partilhar este primeiro momento de preparativos com a minha maninha/madrinha. Faz tanto sentido e é uma bênção tê-la na minha vida.

Chegou mais um dia da mãe e lá fui ao pequeno almoço no colégio delas. Tão bom...os desenhos...aquilo que escreveram para mim e sobre mim e orgulho e a sorte que eu tenho de ter filhas assim...tenho que destacar uma das frases que a Mónica me escreveu: ”Eu gosto da minha mãe porque ela me faz feliz...”.

A revista Flash pediu-me que fizesse uma produção para o dia da mãe com as 3 gordas, expliquei que a Joana está uma terrorista, não pára quieta e seria um massacre estar a obriga-la a fazer poses para as fotografias, a Vera quer é paz e sossego e não tem paciência nenhuma para essas coisas, mas a Mónica adora!

Fiz as fotografias sozinha com a Mónica...e ela estava feliz...comigo só para ela, a pentear-se, pintar-se, trocar de roupa, estava a sentir-se uma verdadeira princesa, os olhos dela brilhavam e eu completamente babada, a ver a minha filha mais velha compenetrada, atenta, interessada e a cumprir o seu papel de modelo por um dia na perfeição.

No dia 11 de Maio tivemos um dia em cheio...fomos logo de manhã à conservatória e já está tudo tratado para o casamento, já deve estar o edital afixado para quem se quiser opor...agora só falta dizermos o sim...

De seguida fomos ter com a Isabel(mãe do Filipe e minha futura sogra) e com o Luís(marido da Isabel e meu futuro sogro emprestado) ao palácio de Belém onde a Isabel trabalha e onde nos recebeu para vermos e recebermos a bênção do Papa. Em silêncio e com o meu amor ao lado ouvi as suas palavras e fui invadida por uma maravilhosa paz de espírito.

Seguiu-se S.Martinho...fomos os dois com a Isabel que tem sido incansável a todos os níveis, mais do que sogra tem sido uma amiga...com quem adoro falar, desabafar e com quem tenho tido o privilégio de contar para me ajudar com os preparativos do casamento. O seu carinho, entusiasmo e motivação emocionam-me porque fazem-me lembrar a minha mãe que vibrava com tudo o que dizia respeito à minha vida e ia até ao fim do mundo para me fazer as vontades. A minha felicidade era a sua felicidade. E sinto que com a Isabel se passa o mesmo, ela ver-nos felizes fá-la feliz também. E isso é a magia de ser mãe e eu sinto isso com as minhas 3 gordas também. A minha felicidade já não é só minha, só faz sentido se for delas também.

Estava um dia lindo em S.Martinho..tão bonito...fomos ver o Hotel Parque, como hipótese para o casamento. Foi o pisar de um local tão simbólico.. tão importante...tão cheio de recordações...tão perto dos meus pais...fechei os olhos por momentos e senti as pessoas à conversa, o barulho das bolas no ténis, o apoio das claques, a minha avó a jogar às cartas, as crianças a correrem, o meu Pai a receber as taças, a abertura da pista a dançar com o meu pai. Os meus pais, eu e o meu irmão juntos e felizes.

Hoje o Hotel parque é apenas um hotel fechado, com um jardim e uma fachada lindos à espera que alguém lhe dê vida. Vamos ver se vai ser com o nosso casamento...
Fui mais uma tarde experimentar vestidos de noiva, desta vez com o Pedro Leitão que também está completamente empenhado em ajudar nos preparativos!

Experimentei o primeiro...e único...o Pedro chorou como eu nunca tinha visto...mais uma vez senti o “luxo” de ter um amigo que não precisou de dizer nada. O olhar, a emoção disse tudo.

Há um anúncio da Coca-cola que acaba com uma frase que deveria ser um lema de vida, é qualquer coisa do género: Que há um antigo jogador, Roger Milla que não só mudou a maneira de celebrar os golos como mudou a maneira de celebrar a vida, ensinou-nos a viver.



E todos os outros anúncios da coca-cola são um hino à vida. Como o anúncio intitulado: Estas aqui para ser feliz” e que diz mais ou menos assim:
“Esta é uma história real. Nestes tempos difíceis juntamos o homem mais velho e o bebe mais novo. A três dias dos seu nascimento do bebe, um idoso com 102 anos põe-se a caminho para o conhecer e quando o vê diz-lhe: Sou um sortudo, sorte por ter nascido como tu, por poder abraçar a minha mulher, por ter conhecido os meus amigos, por me ter despedido deles, Por continuar aqui, perguntáres-me-ás qual a razão de te vir conhecer hoje, é que muitos te dirão que não se pode chegar ao mundo nos tempos que correm, tempos de crise, tudo isto irá tornar-te mais forte! eu vivi momentos piores do que este, mas no fim apenas te lembrarás das coisas boas, não te entretenhas com banalidades e luta pela tua felicidade porque o tempo corre muito depressa, vivi 102 anos e asseguro-te que a única coisa que não gostarás na vida é que te vai parecer demasiado curta. Estás aqui para ser feliz!!



Paralelamente a estes lemas e o pensamento já nas férias que estão a chegar faz-me andar mais calma...mais em paz...

Mar...praia...férias....dolce fare niente...uma expressão tão utilizada pelo meu Pai e à qual dou tanto valor agora....

O meu irmão já sabe que vai ter um rapaz, que se vai chamar José Eduardo. E pronto o ciclo completasse, os meus pais foram para o céu, mas logo trataram de nos arranjar primeiro o Filipe e a Maria e depois a Joana e o José Eduardo, é a sua continuação, a nossa, a da nossa família.

O Verão chegou e estamos empenhados em arranjar o nosso jardim, o Filipe é o nosso Bob o construtor e está a ficar lindo, ele vai arranjando e nós vamos aproveitanto o sol e a piscina...!

Com o casamento a aproximar-se, a programação das férias não tem sido fácil...uma semana em S.Martinho é uma certeza, apetece-me tanto, nesta altura pareço que volto a ser pequena e fico com um excitamento e um frio no estômago, só por saber que se aproxima a altura de ir para lá, só por saber que vou aproveitar todos os dias, todos os segundos, TUDO!

No dia 13 de Junho, dia de Santo António, meu querido santo casamenteiro e padroeiro de S.Martinho, juntámos a família num almoço cá em casa. E o Filipe fez o pedido oficial de casamento!!!Pediu a minha mão à Granny, Avô Zé e Avó Belinha, todos discursaram, todos nos emocionámos. Foi lindo. Até as miúdas combinaram sozinhas o que iam dizer ao mesmo tempo: ”queremos muito que a mãe e o Pai Filipe se casem porque nos fazem muito felizes todos os dias”, e não é preciso dizer mais nada...

Foram as festas de final do ano delas, mais uma vez as minhas lágrimas me escorriam e ainda escorreram mais depois das reuniões de pais de final de ano com os respectivos professores em que voltaram a dizer que elas para além de excelentes alunas são excelentes pessoas, crianças alegres e felizes. Deram-me os parabéns por isso também ser trabalho de casa, mas eu acho que as minhas filhas são lindas, porque são elas, porque são assim e são a minha felicidade, o meu orgulho, a minha vida.

E a data do casamento aproxima-se, entre trabalho, miúdas, lida da casa, aos poucos...muito poucos.. temos ido organizando as coisas...e como sentimos que precisávamos de tempo, o Filipe numa segunda feira acorda e diz assim: E se fossemos hoje de férias?

Confesso que ele já andava a dizer para marcarmos férias há algum tempo e eu fazia sempre a mesma ”fita” olhava para a agenda e ou tinha trabalho, ou as miúdas tinham alguma coisa importante, ou tínhamos algo marcado em família, enfim nunca dava e eu sou sempre a mesma coisa, se penso muito que as vou deixar, prefiro não ir...mas desta vez não tive hipóteses e para todos os argumentos que dava o Filipe tinha justificação e solução, em minutos arrumámos o saco e lá fomos rumo a Espanha...como em todas as outras viagens fui calada a viagem toda, a pensar nelas, como iam ficar, o que iam fazer, a sorte é que tenho um quase marido que já me conhece e que sabe como eu sou e que respeitou o meu silêncio. Chegámos a Marbella e pronto descontrai! Liguei para casa, ouvi as vozes delas, vi que estava tudo bem e ainda descontrai mais!

Foi tão bom! Namorámos, fomos à praia, a piscina, passeamos, fizemos compras, pequenos almoços, almoços, lanches e jantares magníficos, saboreamos cada minuto destes apenas 5 dias de férias e descontraímos tanto que nem dos preparativos do casamento falámos para não nos “cansarmos”!!Isto sim são hinos à vida! Porque estamos aqui para sermos felizes!

Mas viemos com as baterias recarregadas e com vontade para trabalhar, para os preparativos e muito mais!

Eu e a Joana fomos com o Filipe escolher o Fato do Casamento dele. Que príncipe que ele vai...também já escolhi os vestidos delas e que princesas que elas vão...

Andei a viajar no tempo, quando abri a caixa de jóias da minha mãe. Em cada peça que pegava lembrava-me de situações em que ela as usou...aquelas que lhe pedi emprestadas várias vezes... peguei na aliança de casamento da minha mãe, a aliança que o meu Pai lhe pôs no dedo no dia 17 de Maio de 1975...

Já pus de parte as que gostava de usar no dia do casamento, e é engraçado porque senti que ela escolheu comigo, como tenho sentido em todos os outros preparativos, todas as outras escolhas, mesmo coisas que já tinha posto de parte para usar ou levar, algo me fez voltar atrás e voltar a arrumar para não usar. Mesmo quando estava a fazer a lista de convidados, em que pus alguns amigos dos meus pais que gostava de ter presentes nesse dia, senti-os comigo a fazerem essa selecção.

“Faça o melhor que puder.
Seja o melhor que puder.
O resultado virá na mesma proporção de seu esforço.”
GANDHI

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Decisões

Excerto da minha crónica na revista Eles e Elas-Fevereiro 2010

E começou um novo ano.2010.Não sei porquê mas desde o inicio do ano que senti que este seria um ano de viragem. De desafios, de arriscar. E sinto-me inundada por uma força interior, com sede de inovação, com sede de novidades.

Tive um evento sobre tendências e eu própria me sinto tendenciosa, sinto-me querer pôr a mão no deixa andar da vida, querer mexer-me para viver a vida e não deixar que a vida passe por mim.

Por falar em tendenciosos, sempre me fez confusão as desilusões que sofremos na vida pessoal com certas pessoas que considerávamos amigas, mas que por uma razão ou por outra dançam a música que mais lhes der jeito mesmo que passem por cima dos outros, e se isto já é grave numa esfera pessoal, muito mais grave é aquilo que se esta a passar no nosso pais, onde se percebe que nem mesmo quem tem muito poder está a salvo, nem na esfera pessoal nem na profissional e o pior é ser na esfera publica aos olhos de todos, comprovado por todos.

Fazer planos para quê?contar com as coisas como garantidas para quê? Como se diz em Inglês “o take it for granted” não interessa para nada, as desilusões vão sempre ser maiores, porque o que o é hoje, pode não o ser amanha.

O mais racional a fazer nos dias que correm, por exemplo, em relação à amizade, é viver o dia a dia, aproveitar o dia com esse amigo ou amiga, tirar todo esse proveito, independentemente dessa amizade acabar amanhã, os bons tempos que se partilhou já ninguém nos tira.

Se fizermos planos, se tivermos grandes expectativas, se desconfiarmos de tudo, não aproveitamos nem o presente, nem o futuro.

Se não defraudarmos os nossos valores e princípios acho que o importante é pormos de lado certos fundamentalismos, certas regras, para darmos espaço a novas experiencias, novos desafios, surpreendermo-nos a nos próprios com coisas que sempre pusemos de lado por termos ideias pré-formadas, preconceitos ou o que for, será que não estamos a perder nada?

Aquilo que não nos agrada pomos para trás das costas ou fazemos alguma coisa para mudar isso, de barcos cruzados é que não, a sensação de frustração não nos vai abandonar nunca.

Viver a vida é para alem de aceitar aquilo que a vida nos põe à frente, é enfrentarmos as coisas boas e más, é procurar mais, é não ficar acomodado, é escavar, é surpreendermo-nos a nos próprios e aos outros, é reinventarmo-nos sempre que necessário e eu comecei 2010 com esse sentimento: reinvenção.

Tinha acabado o ano um bocadinho desmotivada pela banalização em que os eventos estavam a entrar. O chapa 5, de vip’s e imprensa não estava a chegar para alimentar a minha motivação, a minha energia, a minha força, a minha cabeça estava a mil com novos projectos para pôr em pratica e comecei a fazer uma lista de contactos a fazer para que se desencadeasse um processo de mudança a nível das acções que me pediam. Mas parar é morrer e independentemente de estar a pôr outras coisas em pratica, os eventos não páram a minha espera.

Nesta reinvenção decidi cuidar mais de mim, deixar de querer ser a super mulher, a super empresaria, sempre de sorriso na cara, sempre disponível para tudo e para todos menos para mim.

Sempre achei que era uma perda de tempo, as idas ao cabeleireiro, as idas às massagens, que a prioridade das prioridades era estar com as minhas filhas, estar com o meu marido, estar a despachar algo importante no trabalho ou em casa.

Tenho que dar o braço a torcer. Não é uma perda de tempo. Tempo para nós, para fazer algo que nos faça sentir bem connosco próprias nunca pode ser uma perda de tempo, é um ganho, para nós e para todos os que nos rodeiam.

Porque há uma coisa que também tenho vindo a aperceber-me, sem eu estar feliz não vou conseguir fazer ninguém a minha volta feliz. Posso estar sempre com o maior sorriso na cara, porque estou a fazer o que é suposto, mas será que os meus olhos também transmitiam isso?

Quando as coisas se tornam em rotinas, em obrigações, em o que é suposto, porque sempre foi assim e ponto final, o que é isso? se deixamos de fazer algumas coisas como sempre fizemos, vamos gerar surpresa e porquê? porque todos estão habituados a que assim seja, porque os habituamos a isso.

Relativamente ao trabalho, acontece o mesmo, se sempre habituámos quem trabalha connosco a fazermos de determinada maneira, se inclusive nos especializamos nisso, não podemos levar a mal, que nos contratem especificamente para isso e não para outra coisa diferente que nos lembrámos de fazer de repente.

Se nos estamos sempre a rir, não nos é permitido estar sérios, se estamos sempre a dançar, não nos é permitido estarmos parados. Tudo o que sai da normalidade surpreende e porquê? porque a maioria de nós toma tudo como garantido, dia após dia.

O perigo de querer ser a super mulher, de achar que consigo agarrar o mundo com as mãos, é viver à pressa, é deixar que a vida passe por mim e não a viver. Fazer tudo como é suposto, como se fossemos robôs, máquinas. Podemos chegar a todo o lado, mas não aproveitamos correctamente nenhum bocadinho.

Sei que muitas vezes é preciso maturidade, serenidade para chegarmos a este ponto. A um ponto de paz e que sem receios queremos mudar alguma coisa.

Eu decidi ter mais tempo para as minhas filhas, ter mais tempo para o meu marido, ter mais tempo para a minha família e para os meus amigos. Decidi ter mais tempo para aproveitar a minha casa, decidi gerir o meu trabalho com outra sabedoria, gastando tempo e energia naquilo que dá frutos e deixando de lado o que só nos desgasta e não leva a lado nenhum.

Acho que o complicado é chegarmos à tomada de decisão. Em relação a tudo...
Grande parte das decisões definem o percurso da carreira profissional e a qualidade da vida pessoal, no entanto, são poucas as pessoas que possuem, ou adquirem, a capacidade de tomar qualquer decisão num abrir e fechar de olhos.

Temos que deixar que a nossa experiência e o nosso instinto falem por si.

“A sabedoria da velhice é essa: saber trocar as vitórias imediatas pelas conquistas duradouras”.
Escolher um caminho significa abandonar outros - querer percorrer todos os caminhos possíveis é acabar por não percorrer nenhum.

O escritor Paulo Coelho tem 3 frases maravilhosas que refletem tudo isso:
“Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes.O instante mágico é o momento que um SIM ou um NÃO pode mudar toda a nossa existência.”

“Se escuta o seu coração, uma pessoa se deslumbra ante o mistério da vida, está aberta aos milagres e sente alegria e entusiasmo pelo que faz.”

“As decisões são apenas o começo de alguma coisa.Quando alguém toma uma decisão, na verdade, está mergulhado numa correnteza poderosa, que leva a pessoa para um lugar que jamais havia sonhado na hora de decidir”.

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Anjos

Excerto da minha crónica na Revista Eles E Elas-Natal 2009

No Natal parece que tudo faz sentido. Parece que tudo é paz, amor e felicidade. Aproximamo-nos uns dos outros, a nossa fé ganha outro sentido e comemoramos o nascimento do menino Jesus.

E é do nascimento que gostava de falar nesta crónica de Natal. Dei por mim no outro dia a voltar atrás, a lembrar-me de todas as sensações que tive quando soube que estava à espera de cada uma das minhas filhas.

Os sintomas, o teste de gravidez, o segredo, a certeza, a primeira ecografia, ouvir o primeiro bater do coração, contar às pessoas, ser invadida por um sentimento de felicidade, de invencibilidade que não tem igual, em que o mundo pára e somos só nós, nós e o bebe que está dentro da nossa barriga.

Emociono-me sempre que penso nisso, sempre que me vêem à cabeça estas memorias e cada vez que olho para elas, para as minhas 3 meninas, que crescem todos os dias e que são a luz da minha vida.

O meu Natal faz sentido por elas. Passar-lhes a magia desta época, que na sua ingenuidade e pureza de crianças ainda é mais especial, é como se entrássemos na terra do faz de conta. Onde tento que as luzes, as decorações, o pai natal, as cartas dos presentes as façam sorrir ainda mais, sonhar ainda mais. Onde tento contar-lhes ano após ano a história do nascimento do menino Jesus, e recordar o nascimento delas, que são o meu menino Jesus, são os meus anjinhos. E tento passar-lhes tudo o que os meus pais me passaram, Natal atrás de Natal. Recordações tão boas, memorias tão especiais e que me fazem tanta falta...

Por falar em anjos e eu tenho GRANDES ANJOS no céu a olharem por mim decidi ir saber quem são os anjos protectores da nossa casa. O meu, das 3 gordas e do meu marido.

O meu é o Anjo HAAIAH
Este anjo ajuda a ganhar ou fazer os processos e julgamentos favoráveis à sua causa, ajuda o homem a contemplar as coisas e os actos divinos. Domina a política, os diplomatas, os embaixadores e influencia os jornalistas.
Quem nasce sob esta influência, é justo, benevolente, gosta de afectos sólidos, tem apreço pelas soluções lógicas e é dotado de compaixão e equilíbrio. Sabe que as leis terrenas podem e devem ser mudadas. Respeita as leis do Universo, pois estas nunca podem ser transgredidas e considera a palavra destino, como sinônimo de mudança e renovação. Trabalha incansavelmente em busca de conhecimento, para edificar seus ideais. Gosta de viajar e se adapta facilmente ao clima, às pessoas e ao idioma. Graças a sua personalidade marcante e à beleza de seu caráter, terá acesso às mais altas esferas sociais e governamentais. Mensageiro da paz, será um colaborador consciente da providência divina, com uma missão transcendental. Será um instaurador da ordem divina, um chefe secreto da alta magia branca .

O Anjo da Vera é o SEALIAH
Este anjo ajuda a confundir as pessoas orgulhosas ou maldosas que oprimem os mais humildes. Levanta a boa vontade e esperança dos desanimados. Domina a vegetação e tudo que tem vida e respira. Influencia os elementares que cuidam e protegem a natureza.
Quem nasce sob esta influência será ligado a detalhes e sua casa poderá ser decorada com miniaturas, estatuetas ou quadros pequenos de muito bom gosto. Seu jardim terá vegetação abundante, abrigando pequenos animais. Terá sempre dinheiro para suas necessidades e a palavra crise não existirá em seu vocabulário. Dotado de cultura prodigiosa, compartilhará seus conhecimentos e experiências, com aqueles que tenham ideais semelhantes aos seus. Descobrindo sua verdade espiritual, conseguirá produzir modificações impressionantes em seu bairro ou comunidade. Estudará as Sagradas Escrituras e descobrirá as verdadeiras leis de Jesus. Possui dom para fazer revelações misteriosas, através dos oráculos, sonhos ou premonições. Pela grandeza de suas obras terrenas, conseguirá aumentar sua luz e o vínculo com os anjos cósmicos. Seu papel na Terra, será ensinar a sociedade a descobrir que a potência angelical situa-se num plano de luz que nos é permitido conhecer. Está encarregado de "ressuscitar" o Cristo que existe em cada um de nós.

O Anjo da Mónica é o IMAMAIAH
Este anjo ajuda a destruir a força dos inimigos, das pessoas que só pensam em humilhar os mais fracos e auxilia todos que pedem socorro a Ele para obter liberdade. Protege as viagens em geral e todos os que estão desolados e solitários. Influencia todas as coisas que são baseadas na bondade e os ganhos monetários provenientes do trabalho honesto.
Quem nasce sob esta influência terá um temperamento vigoroso e forte, suportando qualquer adversidade com benevolência, paciência e coragem. Não tem medo do trabalho, mas sim grande inspiração para executá-lo. Sabe manusear qualquer objecto e fazer obras de grande beleza. Se for mulher poderá ser uma óptima decoradora, conseguindo captar com sua intuição os pontos fortes no lar, utilizando através do conhecimento dos símbolos mágicos, diferentes energias que irão salvaguardar sua casa das influências negativas. Respeita as pessoas com moral, inteligência e sentimentos, pois sabe que estes valores enobrecem a alma e constroiem uma boa existência na Terra. Está sempre se integrando aos assuntos sociais ou políticos e inspira muita confiança nas outras pessoas. Terá facilidades financeiras e materiais para realizar-se e projectar-se, inclusive internacionalmente. Aprendendo com os erros cometidos, estará sempre ensinando às pessoas a forma certa de agir - é o especialista em "consertar o que não tem mais jeito". Nunca se deixa levar pelo instinto, pensando sempre antes de agir. Optimista, expansivo e prudente, pode confiar em sua boa estrela e na protecção de seu anjo guardião.

O Anjo da Joana e do Filipe é o mesmo...é o DAMABIAH
Este anjo favorece contra os sortilégios ou presságios negativos, ajuda na obtenção do triunfo e faz com que os empreendimentos tenham resultados úteis. Favorece as pessoas que trabalham em cidades litorais e as expedições marítimas para pesquisas. Influencia os marinheiros, os pilotos e todo o tipo de comércio que tem como fonte o mar.
Quem nasce sob esta influência terá uma fortuna considerável e se destacará no meio em que vive pelas descobertas úteis. Pensa que somente poderá aprimorar-se na vida, experimentando a totalidade. Poderá ser chamado de aventureiro por viver a vida de forma profunda. Desta forma, do seu jeito, obterá a graça do seu anjo guardião. Generoso, nobre, possuidor de um espírito elevadíssimo, terá enorme possibilidade de sucesso. Adora assuntos místicos e esotéricos; com seu pensamento positivo, será capaz de quebrar qualquer tipo de feitiço, "olho gordo" ou inveja. Terá ajuda financeira para suas pesquisas, que se tornarão históricas, ou para a realização de grandes eventos. Estará mudando sempre de cidade, sem mesmo programar com antecedência, deixando que as coisas aconteçam meio de surpresa. Será uma pessoa do mundo, que entenderá a forma correcta de não despender energia, mostrando que através da eterna busca do conhecimento superamos os infortúnios. Sempre respeitado, possui uma legião de fãs, aos quais influencia positivamente com sua experiência, narrando sua trajectória de vida, que geralmente é bem sucedida. Estará sempre embaraçado com casos sentimentais. Adora liberdade e não suporta os relacionamentos do tipo "prisão". Fiel aos seus ideais, jamais fará alguém sofrer por egoísmo ou tentará tirar vantagem de uma pessoa indefesa. É um servidor de Deus!

São estes anjinhos que juntamente com todos os outros olham por nós diariamente.

Mais uma vez o meu marido deixou-me “entrar” um bocadinho no universo dos projectos dele. Enquanto eu faço coisas para algumas pessoas gostarem, ele faz para milhões de pessoas gostarem. Acho que é uma grande pressão, mas no final o resultado é muito compensatório. Eu mexo nas emoções de alguns, ele mexe nas emoções de milhares de portugueses. E para mim todas as profissões que sejam para fazerem os outros felizes são de louvar.

Vi a propósito do aniversário da televisão em Portugal uma reportagem, que transmitia isto que estou a querer dizer. Testemunhos de pessoas, muitas...que diziam que a televisão era a sua companhia, os apresentadores, actores, jornalistas, eram a sua família. Neste mundo cada vez mais egoísta, injusto, cheio de solidão, a televisão faz cada vez mais sentido e tornou-se num “bem” essencial.

O meu marido faz parte desse mundo que produz sonhos e faz sonhar. Um mundo que desde cedo tive acesso, devido à minha profissão, aos meus conhecimentos, mas que agora tenho uma percepção ainda maior.

Participei um bocadinho num dos seus “biliões” de projectos. O meu excitamento ao ver o resultado final deve ser ridículo, ao lado da normalidade que é para as pessoas que diariamente fazem televisão e nos brindam com momentos fantásticos. Não sei se a minha contribuição mudou a vida de alguém, mexeu com as emoções de alguém. Mas mudou uma coisa, a minha maneira de pensar relativamente aos meus objectivos. Se posso e gosto de fazer parte de projectos que realmente façam a diferença é atrás disso que tenho que ir e por isso que tenho que lutar.

Os Leões de Portugal convidaram-me para fazer parte da sua gala de solidariedade, um espectaculo com jantar no casino Estoril. Propuseram-me ser uma das apresentadoras. Aceitei sem hesitar. E gostei muito de participar, por ser o Sporting, por ser uma boa causa e por fazer uma coisa que me realiza: Fazer parte de um bom projecto que mexe com emoções e com a vida das pessoas. O meu Pai devia estar tão orgulhoso...devia estar nervoso, a roer as unhas, mas feliz. As palmas que bateram quando falei nele, mais uma vez me fizeram pensar que tenho o melhor Pai do mundo, mesmo estando no céu.
Enquanto houver um sorriso de simpatia, uma palavra de carinho,
um pequeno gesto de amor, sempre existirá o Natal.

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